terça-feira, 8 de março de 2011

Homenagem ao Dia Internacional da Mulher - Gênesis 2.18


"E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma adjutora {que esteja} como diante dele." (Versão Almeida Revista e Corrigida)

O momento em que Deus diz essas palavras é um momento onde Adão tinha a companhia de todos os animais e todas as árvores do Paraíso, mas ainda assim estava só. Alguém disse que "solidão é estar no meio de milhares e se sentir só". Adão passou por um momento onde não tinha um semelhante para compartilhar suas alegrias, suas euforias, seus sentimentos. Daí Deus, de modo maravilhoso, cria a sua companheira. 

A mulher, Eva, é a adjutora ou ajudadora de Adão. Graças a Deus por ter deixado para as nossas vidas ajudadoras! A minha Bíblia tem um comentário interessante: "Sem companhia feminina e sem parceria (...), o homem não pode viver plenamente sua condição de ser humano". Veja que a vida de um homem, sinceramente, só é completa se houver uma mulher ao nosso lado. Sinceramente, não sei o que seria de mim hoje se não fosse minha ajudadora de 4 anos e 5 meses (hoje faz 5 meses!), a Priscila. Não consigo ver minha vida sem ela. Ela realmente me abençoa e tenho certeza que foi Deus que a colocou em meus caminhos. Eu não merecia tanto... Por falar nisso, como não lembrar daquela que esteve comigo por toda a minha vida, a minha mãe, a Suely! Ela que me suportou durante 19 anos, e ainda me suporta, me amando de uma maneira sábia, me criando apesar de todas as dificuldades que tivemos! Louvo a Deus por essas duas principais mulheres que tanto me ajudaram!

Sabe, o texto nessa versão diz algo ainda mais interessante: essa ajudadora está como diante dele, mesmo não estando, num sentido geral. O homem foi criado para ser cabeça do lar, da família, mas Deus perpetua um equilíbrio, onde no lar os dois são vitais e caminham lado a lado. No lar os dois tem funções diferentes, não superiores. Na família, os dois tem direitos iguais e deveres aos membros dela. Como casal, os dois tem uma "dívida" com o outro, dívida essa extremamente prazerosa: "E serão ambos uma carne" (Gn 2.24). 

Num comentário bíblico do Antigo Testamento, encontrei a seguinte frase em referência ao contexto de Gênesis 2.18-25: "Deus, como Pai dela, trouxe a mulher ao homem, como seu segundo ser e como sua ajuda idônea". Não quero me estender em elogios ou adjetivos, mas quero afirmar que, sem as mulheres, nada (ou quase nada) seriam os homens. Não fosse a graça de Deus, estaríamos nós, homens, sós. Obrigado, Deus, por criar esse gênero que nos ajuda tanto e que é tão injustiçado, que ama tanto mas nem sempre é amado, que cuida tanto mas nem sempre é valorizado... Obrigado, Senhor, pelas mulheres...

"Toda mulher deve ser amada
No dia-a-dia conquistada
No ser mãe endeusada
Na cama desejada
Na boca beijada
Na alegria multiplicada
No lar compartilhada
No seu dia festejada
Na tristeza consolada
Na queda levantada
Na luta encorajada
No trabalho motivada
No aniversário presenteada
Na alma massageada
Na beleza admirada
Na dificuldade ajudada
No cangote bem cheirada
Na vida abençoada
No mundo inteiro respeitada
E sempre que possível… abraçada!"
Madre Teresa de Calcutá

sexta-feira, 4 de março de 2011

União com Cristo - Uma oração antiga, puritana...

A seguir, uma oração usada no culto puritano. Os puritanos foram talvez os homens mais santos de que se tem conhecimento na modernidade. Você pode encontrar mais informações sobre esses homens aqui e aqui.

Ó PAI,
Fizeste o homem para tua glória,
e quando ele não serve a este propósito,
de nada serve;
Nenhum pecado é maior do que o pecado da incredulidade,
pois se a união com Cristo é o maior bem,
a incredulidade é o maior dos pecados,
é contrariar tua vontade;
Vejo que, seja qual for o meu pecado,
nada se compara a estar longe de Cristo pela incredulidade.
Senhor, livra-me de cometer o pecado maior de me apartar dele,
pois aqui nunca poderei obedecer e viver perfeitamente para Cristo.
Quando tu retiras minhas benções exteriores, é por causa do pecado,
de não reconhecer que tudo que tenho vem de ti,
de não servir-te com tudo que tenho,
de sentir-me seguro e fortalecido em mim mesmo.
Benções legítimas tornam-se ídolos secretos, e causam grande dano;
a grande injúria está em apegar-se ao ter,
o grande bem consiste em dar.
Por amor me privaste de bênçãos, para que glorificasse mais a ti;
removeste o combustível do meu pecado,
para que eu pudesse apreciar o ganho de uma pequena santidade
como a contrapartida de todas as minhas perdas.
Quanto mais te amo com um amor verdadeiramente gracioso
mais desejo te amar,
e mais miserável sou na minha falta de amor;
Quanto mais tenho fome e sede de ti,
mais vacilo e falho em te encontrar;
Quanto mais meu coração está quebrantado pelo pecado,
mais oro para que ele seja quebrantado ainda mais.
Meu grande mal é que não relembro os pecados da minha juventude;
de fato, os pecados de hoje, amanhã já os esqueci.
Livra-me de tudo aquilo que conduz à incredulidade
ou à falta do sentimento de união com Cristo.

Tradução: Márcio Santana Sobrinho
Extraído de: The Valley of Vision:
A Collection of Puritan Prayers & Devotions,
organizado por Arthur Bennett, p.20.
Extraído de Monergismo.

O Caminho de Deus para a Santidade - Horatius Bonar

O caminho da paz e o caminho da santidade encontram-se lado a lado, ou melhor, eles são um só. O que concede um, imparte o outro; e aquele que toma um, toma o outro também. O Espírito de paz é o Espírito de santidade. O Deus de paz é o Deus de santidade.

Se a qualquer momento estes caminhos parecerem andar separadamente, deve haver algo errado - errado no ensino que os faz parecer separar-se, ou errado no estado do homem em cuja vida eles assim fizeram. Eles iniciam juntos, ou pelo menos quase juntos que nenhum olho, salvo o divino, pode fazer uma diferença. Todavia, propriamente falando, a paz vem antes da santidade, e é sua mãe. Isto é o que os teólogos chamam de "prioridade na natureza, embora não no tempo", que quer dizer substancialmente isto: que a diferença no começo delas [da paz e da santidade] é tão pequena que quase não se pode ser percebido apropriadamente por nós; todavia isto não faz delas menos distintas e reais.

As duas não são independentes. Elas estão em comunhão, vital comunhão, cada uma sendo a companheiro da outra. A comunhão não é de mera coincidência, como no caso de estranhos que por acaso seguem o mesmo caminho, nem de indicação arbitrária, como no caso de duas estradas paralelas, mas de mútua ajuda e simpatia - como a comunhão da cabeça e do coração, ou de dois membros de um corpo, a paz sendo indispensável à produção ou causação da santidade, e a santidade indispensável à manutenção e aprofundamento da paz.

Aquele que afirma que tem paz, embora vivendo no pecado, é "um mentiroso, e a verdade não está nele". Aquele que pensa que tem santidade, embora não tenha paz, deve questionar se ele entende corretamente o que a Bíblia quer dizer tanto por um como pelo outro; porque, como a essência da santidade é o estado correto da alma diante de Deus, não parece ser possível que um homem possa ser santo enquanto não houver uma consciente reconciliação entre Deus e ele. Uma santidade espúria deverá ser fundamentada em uma paz espúria, ou sobre paz alguma; mas a verdadeira santidade inicia de uma paz verdadeira e autêntica.

HORATIUS BONAR
KELSO. Julho de 1864
* Prefácio do livro O Caminho de Deus para Santidade, de Horatius Bonar.
Extraído de Monergismo