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terça-feira, 7 de junho de 2011

Jesus está bem!

Há uns tempos, venho refletindo na graça de Deus demonstrada em Cristo, e tenho sido bem confortado em vários momentos, e uma das coisas que ressoou em meus ouvidos e minha mente é que Jesus está bem.

Quando nos encontramos com alguém, a primeira pergunta é: "Como você está?", ou "Como você vai?", ou ainda (dependendo de como estiver nosso astral, nosso semblante) "Você está bem?", e a resposta imediata é "Sim, e você?" (para encontros rápidos ou com pessoas que não temos intimidade de contar nossos problemas), ou então contamos a verdade (não que a gente minta!) e o que estamos passando. É claro que não devemos sair contando nossa vida a todo mundo, e por isso somos tão gerais em dizer a todos ou à maioria que estamos bem, mas na verdade há uma realidade presente entre os cristãos, e que deveria ser mais considerada por nós. JESUS ESTÁ BEM!!!!!!!!!

a) Jesus está bem porque ele é Deus -> Por ele ser Deus, Ele tem o controle de toda e qualquer situação que nos ocorre, pois "tudo coopera par o bem daqueles que amam a Deus" (Rm 8.28), e tudo é tudo mesmo, as coisas boas e alegres e as coisas tristes e chatas da vida. Eu sei que na prática, as coisas não se tornam simples tão facilmente, mas sendo bem prático, posso dizer que quando depositamos nossa confiança em Cristo, podemos ter certeza e descansar tranquilos quanto ao nosso futuro, pois se Deu cuida das aves do céu, e das plantas e das flores, ele não cuidará de seus filhos? Você já parou para pensar em como os animais das florestas não morrem de fome? É porque Deus em Sua graça providencia o alimento deles. Assim, Deus cuidará de nós, pois Seu filho Jesus Cristo, "Deus de Deus, Luz de Luz", cuidará de nós!

b)Jesus está bem, porque só Ele está -> Se pensarmos bem, nós nunca estamos bem, pois só o fato de a gente estar perto do pecado e sujeito a pecar e nos afastar de Deus já é um motivo de lembrarmos da nossa fraqueza. Como diz o salmista, "somos pó" (Salmo 103.14). Paulo diz que "somos fracos Nele" (II Coríntios 13.4). Deus, falando de nossa fragilidade e pequenez, pergunta ao homem Jó: "Onde estavas tu, quando eu fundava a terra?" (Jó 38.4), e o pobre Jó, sem ter qualquer argumento diante de Deus, responde: "Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho à boca." (Jó 40.4). Logo, podemos concluir que somos muito frágeis e fracos, doentes e carentes, necessitados e pequenos para qualquer coisa, se não formos sustentados por Deus, por Cristo e Seu Espírito Santo. Disse Jesus: "Sem mim, nada podeis fazer" (João 15.5). Jesus, porém, está bem onde Ele está. Houve um momento onde Ele não esteve bem (pelo menos não aos olhos de muitos), que foi quando Ele esteve nesse mundo, na cruz, pendurado, abandonado por Deus, seu Pai: "Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?" (Mateus 27.46). Mas o que parece um momento de dor e tristeza se torna em grande alegria: "Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia" (Mateus 28.6). Na verdade, Ele sempre esteve bem, porque Ele se deu para morrer: "Dou a minha vida para tornar a tomá-la." (João 10.17). Ele deu Sua própria vida para ressuscitar, e agora, Cristo está no lugar de onde Ele sempre foi: "...de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus" (Colossenses 3.1), "pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós." (Romanos 8.34). Cristo está bem, pois Ele é Deus, e por isso sempre esteve bem!

c)Sei que Jesus está bem, porque Ele me salvou -> o fato de Deus ter nos salvo em Cristo é uma grande prova de que Jesus está bem. Já que Ele é o caminho para a vida eterna, esse caminho nunca mudará, nem sairá de seu lugar. Independente de qualquer situação ou dificuldade, posso ter a certeza de que estou no caminho, e que por isso confio que chegarei até o final. Esse caminho levará até o destino certo, até Deus mesmo. A questão, no fim, não será se fui mais rico ou mais pobre, ou se sofri muito ou pouco, ou se sorri mais ou menos, mas se eu estive ou não no caminho, em Cristo. Se focarmos e pensarmos dessa maneira, nunca nos sentiremos abalados pelas circunstâncias da vida. Podemos nos entristecer por alguns motivos, mas nunca seremos tristes para sempre, pois o foco é Cristo: "Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus." (Hebreus 12.2). Vocês veem? Ele fez tudo! Suportou tudo por nós, para nos dar a vida verdadeira que tanto precisávamos! Devemos olhar para Ele, e assim seremos confortados em nossas aflições.

Concluindo, Jesus está bem porque Ele fez tudo por mim, quando eu nada podia fazer por mim. Assim, devo ouvir as palavras do autor de Hebreus: "Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos." (Hebreus 12.3). Que possamos sempre considerar e aplicar nossos corações a isto:

Jesus sempre estará bem, ainda que a gente pense que nós não estamos, e por isso, nos alegramos e nos confortamos em saber que o nosso Salvador está bem, e poderá nos salvar a qualquer momento, e de qualquer dificuldade!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Sacrifícios a Deus se resumem a cantar e louvar?

Estudando o livro ou a carta anônima aos Hebreus, pude perceber com mais clareza a razão e algumas particularidades da obra terrena de Cristo. Tudo o que Jesus fez e que é revelado nas Escrituras tem um significado especial para nós. Sempre tive um certo receio de ler e estudar Hebreus devido à linguagem um pouco complicada e algumas simbologias que remetem ao Antigo Testamento, mas a leitura desse livro é bastante proveitosa. Preciso ler e reler essa carta várias vezes.

A primeira vez que li Hebreus (todo) foi no ano passado, quando fiz um breve resumo de cada capítulo. Mas deixei a desejar no estudo dos dois últimos capítulos, que aliás são muito profundos e práticos para os cristãos. Por isso, alguns textos me chamaram a atenção nos capítulos 12 e 13, mas um em especial me levou a meditar e pregar na igreja, que está no capítulo 13, versículos 15 e 16. Vamos meditar juntos neste trecho:
"Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada."
 1º) "Portanto...": A palavra "portanto" significa por isso, por consequência. Isso nos leva a entender que "portanto" refere-se a algo que foi falado, citado antes. No caso, se refere ao trecho anterior, versículos 12 ao 14:
"Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura."

Vendo o contexto desse trecho, aprendemos que:
a) Jesus se entregou para morrer "fora da porta", ou seja, fora de Jerusalém, derramando Seu sangue para nos santificar;
b) por Ele ter derramado Seu precioso sangue para nos santificar, devemos "sair" também, ou seja, irmos até acruz e suportarmos a carreira ou a cruz que nos foi proposta, e;
c) temos que perder a visão deste mundo, e observar nossa vida na perspectiva da eternidade.

2º) "...ofereçamos sempre por Ele a Deus...": Cristo, ao passar pela cruz e suportar a ira de Deus destinada a nós, ao Seu povo, tornou possível que pudéssemos oferecer algo a Deus, visto que não tínhamos nada a oferecer a Ele, e o fato de Deus nos salvar através de Cristo nos leva a uma condição de ofertarmos algo a Ele. Cristo é o mediador da nossa adoração. "Jesus Cristo homem", ou seja, Aquele que se fez  carne e habitou entre nós com o firme propósito de salvar e santificar Seu povo é o mediador entre Deus e os homens (ver I Timóteo 2.5). Graças a Cristo, temos um privilégio: ofertar ou adorar a Deus!

3º) "...sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o Teu nome...": o louvor é algo natural do cristão, pois ele é fruto de lábios convertidos. É por isso que devemos "oferecer sempre", porque se por um lado somos filhos de Deus para sempre, selados, regenerados, transformados, garantidos e guiados pelo próprio Deus, por outro o sacrifício de Cristo vale para sempre para aqueles que crêem Nele. Por meio de Cristo, temos a vida eterna, e sinceramente, esse é o motivo maior, único e totalmente suficiente de oferecermos louvores a Deus e sermos gratos a Ele.

4º) "...e não vos esqueçais...": Quando falamos em louvor, a primeira forma de expressão que vem a nossa mente é a música. E música é o negócio das igrejas. Negócio em todos os aspectos... Isso porque tudo hoje gira em torno da música. As frases que se ouvem, os cultos semanais e de domingo, o dia-a-dia, até o "conhecimento" de Deus vem das músicas que se cantam e se ouvem. Infelizmente, a pregação da Palavra e até a leitura bíblica perderam o posto de mais importantes para maioria dos cristãos atuais. Inclusive historicamente, a igreja nunca esteve em um período tão frio e seco do que nos dias de hoje, onde as pessoas aprendem com as letras das músicas, a "verdade" se encontra no refrão das canções do momento, as heresias estão alojadas nas "melhores" músicas, e assim a igreja atual vai caindo, caindo, até que chegará um momento onde não suportarão as aflições, as turbulências da alma, as dúvidas e temores lá do fundo do coração, tudo porque construíram suas casas na areia, e não na Rocha (ver Mateus 7.24-27). É comum dar-se demasiada ênfase ao louvor, ou à música, e isso leva a um esquecimento dos deveres para com Deus e para com o próximo. Assim, o autor de Hebreus se mostra muito sábio ao dizer para não nos esquecermos de outros deveres. Mas, quais são esses deveres que não devemos esquecer?
  1. "...da beneficência...": essa palavra nos remete a fazer, praticar o bem, e o autor de Hebreus coloca a beneficência como um sacrifício, e é mesmo um sacrifício fazer o bem porque: a) vivemos num mundo de trevas, e temos que ser luz (Mateus 5.16); b) muitos fazem o bem por motivações erradas, geralmente motivações egoístas, por interesses próprios. Os cristãos devem fazer o bem para a glória de Deus (Mateus 25.34-40).
  2. "...e da comunicação...": a palavra que mais pode definir ese ponto é unidade. Também significa mútua cooperação (em outras versões da Bíblia), e significa trabalhar em comum, colaborar, ajudar, auxiliar, reforçando o ponto da unidade. A igreja que é unida, que trabalha junto, que coopera uns com os outros, é uma igreja que oferta esse sacrifício. É um sacrifício mais comunitário, mas que começa individualizado. É por isso que ser unido é um sacrifício, pois por ser uma qualidade individual que reflete coletivamente, o que impede a unidade é o eu, o ego, e essa enfermidade da igreja só pode ser curada com o amor - amor imperfeito, mas semelhante ao de Cristo (I Coríntios 13.4-8), que nos leva a buscar uma vida de paz com todos (Romanos 12.14). Devemos seguir o exemplo de Paulo, que visitava as igrejas para compartilhar, cooperar, crescer juntamente com os membros (Romanos 1.11-12).
5º) "...pois de tais sacrifícios Deus se agrada.": os sacrifícios ofertados a Deus são aqueles que estão em harmonia com os dois principais mandamentos, segundo Cristo:  
"Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." (Marcos 12.30-31)

Com certeza, renderemos verdadeiro louvor e tributo a Deus, quando fizermos tudo para a glória de Deus (I Coríntios 10.31) pensando no que Ele fez por nós (Romanos 5.20). Que Deus possa ser glorificado em nossas vidas e através das nossas vidas!

sábado, 26 de março de 2011

Quatro livros que todo cristão deve ler!


"Tudo pela graça", de Charles Spurgeon. Esse livro é uma exposição da salvação e de sua certeza, utilizando todos os argumentos possíveis para que o leitor creia e esteja seguro em Cristo somente. É um livro evangelístico,  que trata do amor de Deus, do ministério de Cristo ao morrer pelos ímpios, da fé necessária para a salvação, do arrependimento, das dúvidas e temores de pecar e cair da graça e da perseverança dos salvos ou dos santos. Leia este livro com toda a disposição do seu coração! Spurgeon é um do meus autores favoritos. Deus o agraciou com sabedoria e um coração aquecido pelo Evangelho. Alguém já disse que se sobrou um pouquinho de inspiração do Espírito (em relação à inspiração da Bíblia), essas estava com Spurgeon. 







"O clamor de um desviado", de Dr. Martyn Lloyd-Jones. São quatro capítulos, que são sermões sobre o Salmo 51. Sabe, quer conhecer de um modo prático a situação do homem? Leia este livro. Mais um livro que nos ajuda a entender o problema do pecado e os problemas que se originam do pecado. Lloyd-Jones deixou sua carreira de médico para se dedicar ao ministério, mas na verdade ele apenas mudou sua área de atuação. Ele deixou de ser médico de corpos, para, com a graça de Deus, examinar as almas, que tem um mesmo problema com várias vertentes e vários sintomas. Lloyd-Jones, juntamente com Spurgeon, são meus autores favoritos. Leia este livro, e seja examinado por Deus através das palavras deste pequeno homem do grande Deus.



"A mortificação do pecado", de John Owen. Por falar em examinar a si mesmo, aqui está uma das maiores obras a respeito do pecado, se não a maior. Aqui, Owen trata do pecado nos crentes, de como os cristãos devem agir quanto aos seus pecados, baseando-se em Romanos 8.13: "Se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis". Owen é extremamente bíblico em seus argumentos e ilustrações, e isso enriquece seus escritos. Veja quão grande é a miséria que está dentro das pessoas, e que esse é sem dúvida o pior inimigo com o qual temos de lutar! Owen não deixa passar despercebidas as sutilezas que esse inimigo cruel utiliza para enganar os cristãos. é indispensável a leitura repetida desse livro, para que cada dia possamos aprender a lidar com esse inimigo traiçoeiro, talvez pior até que o próprio Satanás!

"Um guia seguro para o céu", de Joseph Alleine. Esse também é um livro espetacular, que tem como ênfase o trato com os não-convertidos. Mas é indispensável a leitura desse livro pelos cristãos, ou pelos que se dizem cristãos, pois muitas das características dos não convertidos são elementos principais da vida dos que se dizem salvos... Por isso, a leitura desse livro proporcionará melhorias em nosso viver, e assim fará com que venhamos a ter mais certeza de nosso chamado. Muito provavelmente seremos reprovados em alguns aspectos, mas o fim desse livro é que o não convertido venha a ser salvo, e que o salvo esteja mais convicto de sua salvação. 



Os quatro livros citados acima são livraços! Leiam esses quatro livros. Comprem; esses livros não são tão caros; valerá a pena cada centavo gasto (ou investido) nesses livros. garanto a vocês que a leitura desses quatro livros farão vocês mudarem de vida, assim como tem mudado a minha. Esses livros tem me ajudado bastante em vários aspectos. Como jovens cristãos, precisamos nos edificar na rocha, e a hora é agora! Que a gente não espere a velhice, pois dependendo de como cuidarmos de nossas vidas hoje, diremos que "não temos prazer na vida" (ver Eclesiastes 12.1-2). Como Moisés pediu a Deus, nós também devemos pedir: "Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios." (Salmo 90.12). 
Que Deus nos abençoe, e só a Ele seja dada a glória por tudo!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Paul Washer - Uma palavra aos Jovens

Recomendo a leitura desse texto, pois nos ajudará a crescermos e cuidarmos melhor de nossas vidas. A maior preocupação que devemos ter é com nossas almas. Precisamos cuidar de nós mesmos, para assim cuidarmos de outros. Creio que esse texto ajudará bastante! Cliquem onde está escrito "Fullscreen" para ler o texto na tela toda. Também podem clicar em "Download", mas para baixar o texto, vocês tem que ter uma conta no Scribd. Enfim, boa leitura!


Paul Washer - Uma Palavra Aos Jovens

sexta-feira, 4 de março de 2011

União com Cristo - Uma oração antiga, puritana...

A seguir, uma oração usada no culto puritano. Os puritanos foram talvez os homens mais santos de que se tem conhecimento na modernidade. Você pode encontrar mais informações sobre esses homens aqui e aqui.

Ó PAI,
Fizeste o homem para tua glória,
e quando ele não serve a este propósito,
de nada serve;
Nenhum pecado é maior do que o pecado da incredulidade,
pois se a união com Cristo é o maior bem,
a incredulidade é o maior dos pecados,
é contrariar tua vontade;
Vejo que, seja qual for o meu pecado,
nada se compara a estar longe de Cristo pela incredulidade.
Senhor, livra-me de cometer o pecado maior de me apartar dele,
pois aqui nunca poderei obedecer e viver perfeitamente para Cristo.
Quando tu retiras minhas benções exteriores, é por causa do pecado,
de não reconhecer que tudo que tenho vem de ti,
de não servir-te com tudo que tenho,
de sentir-me seguro e fortalecido em mim mesmo.
Benções legítimas tornam-se ídolos secretos, e causam grande dano;
a grande injúria está em apegar-se ao ter,
o grande bem consiste em dar.
Por amor me privaste de bênçãos, para que glorificasse mais a ti;
removeste o combustível do meu pecado,
para que eu pudesse apreciar o ganho de uma pequena santidade
como a contrapartida de todas as minhas perdas.
Quanto mais te amo com um amor verdadeiramente gracioso
mais desejo te amar,
e mais miserável sou na minha falta de amor;
Quanto mais tenho fome e sede de ti,
mais vacilo e falho em te encontrar;
Quanto mais meu coração está quebrantado pelo pecado,
mais oro para que ele seja quebrantado ainda mais.
Meu grande mal é que não relembro os pecados da minha juventude;
de fato, os pecados de hoje, amanhã já os esqueci.
Livra-me de tudo aquilo que conduz à incredulidade
ou à falta do sentimento de união com Cristo.

Tradução: Márcio Santana Sobrinho
Extraído de: The Valley of Vision:
A Collection of Puritan Prayers & Devotions,
organizado por Arthur Bennett, p.20.
Extraído de Monergismo.

O Caminho de Deus para a Santidade - Horatius Bonar

O caminho da paz e o caminho da santidade encontram-se lado a lado, ou melhor, eles são um só. O que concede um, imparte o outro; e aquele que toma um, toma o outro também. O Espírito de paz é o Espírito de santidade. O Deus de paz é o Deus de santidade.

Se a qualquer momento estes caminhos parecerem andar separadamente, deve haver algo errado - errado no ensino que os faz parecer separar-se, ou errado no estado do homem em cuja vida eles assim fizeram. Eles iniciam juntos, ou pelo menos quase juntos que nenhum olho, salvo o divino, pode fazer uma diferença. Todavia, propriamente falando, a paz vem antes da santidade, e é sua mãe. Isto é o que os teólogos chamam de "prioridade na natureza, embora não no tempo", que quer dizer substancialmente isto: que a diferença no começo delas [da paz e da santidade] é tão pequena que quase não se pode ser percebido apropriadamente por nós; todavia isto não faz delas menos distintas e reais.

As duas não são independentes. Elas estão em comunhão, vital comunhão, cada uma sendo a companheiro da outra. A comunhão não é de mera coincidência, como no caso de estranhos que por acaso seguem o mesmo caminho, nem de indicação arbitrária, como no caso de duas estradas paralelas, mas de mútua ajuda e simpatia - como a comunhão da cabeça e do coração, ou de dois membros de um corpo, a paz sendo indispensável à produção ou causação da santidade, e a santidade indispensável à manutenção e aprofundamento da paz.

Aquele que afirma que tem paz, embora vivendo no pecado, é "um mentiroso, e a verdade não está nele". Aquele que pensa que tem santidade, embora não tenha paz, deve questionar se ele entende corretamente o que a Bíblia quer dizer tanto por um como pelo outro; porque, como a essência da santidade é o estado correto da alma diante de Deus, não parece ser possível que um homem possa ser santo enquanto não houver uma consciente reconciliação entre Deus e ele. Uma santidade espúria deverá ser fundamentada em uma paz espúria, ou sobre paz alguma; mas a verdadeira santidade inicia de uma paz verdadeira e autêntica.

HORATIUS BONAR
KELSO. Julho de 1864
* Prefácio do livro O Caminho de Deus para Santidade, de Horatius Bonar.
Extraído de Monergismo

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Jesus: meu perfeito, presente e "doce amigo"!

"Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor", já disse o Espírito Santo através de Paulo em Romanos 7.25. 

Estive pensando há alguns dias sobre as amizades. Posso afirmar com certeza que, de um modo geral, o ser humano tem menos amigos do que ele acha que tem. E uma grande ferramenta atual e contemporãnea contribui para que isso aconteça: as redes sociais.

Orkut, Msn Messenger, Twitter, Facebook, essas são as redes mais conhecidas. Se você, por exemplo, assistiu ao filme "A Rede Social", que trata da história do jovem mais rico do mundo, Mark Zuckerberg*, que inventou o Facebook (eu não tenho nenhuma conta lá, mas é um ótimo filme), você deve ter percebido que a função maior da sua criação é de compartilhar a vida de alguém para outras pessoas, mostrando seu perfil e sua situação presente para todos aqueles que alguém queira mostrar. Em outras palavras, as redes sociais servem para acelerar a circulação de informações sobre alguém para os seus "amigos".

Com o desenvolvimento da internet, hoje todos somos fornecedores de informação. Ao observarmos a origem da internet, vemos que do fim da década de 80 até a década de 90 a internet era usada para fins basicamente comerciais, onde as grandes empresas iniciavam métodos de compra pela net, os jornais e revistas publicavam notícias, e assim só as grandes organizações usavam efetivamente a internet na época (conhecida como época da Web 1.0). Mas, ao entrar nos anos 2000, no século 21, o conceito muda. Ao invés de haver uma pessoa ou um grupo que divulga informações para a grande maioria, todos tem poder de informar pela internet, trazendo o conceito de troca de informações (conhecida como época da web 2.0). Assim, o ambiente virtual se tornou mais dinâmico, muito mais do que os primórdios da web.

Mas isso me preocupa grandemente. Não sou nenhum tolo para dizer que a evolução da internet contribui positivamente para as nossas vidas. Eu, por exemplo, uso muito para minhas pesquisas e leituras. Meus professores da faculdade mandam diversos materiais e avisos através de e-mails. A internet facilita nossa vida, quando a usamos moderadamente e corretamente. Mas pra falar a verdade, acho que muitas pessoas da geração atual não conseguiriam viver da mesma maneira se a internet deixasse de existir, e sabe por quê? Porque, ao meu ver, nossa geração está "saindo" do ambiente físico para se dedicar ao ambiente virtual. Qual a primeira coisa que você pensa ao chegar em casa, depois da escola, do almoço, do jantar, de acordar, antes de dormir, à noite ou até de madrugada? Acho que a resposta dessa pergunta, para muitos, deve ser: "olhar meu Orkut", "ver quem está online no Msn", "'twittar'", "ver minha caixa de entrada, meu e-mail", e por aí vai. 

Quero ser ainda mais específico: o que mais me preocupa em relação á internet, e principalmente nas redes sociais, é que muitos tem se iludido ao achar que tem muitos amigos só porque a pessoa tem mais de 100 contatos adicionados. Pergunta: quantos amigos que você tem adicionados ao seu orkut, Msn, Facebook ou Twitter (que moram na cidade e/ou bairro que você mora) você vê e/ou conversa - como amigo - durante a semana? Possível resposta: se você tem 200 amigos adicionados ao Orkut, por exemplo, acho que chega a uns 30 ou 40. Será que seus reais amigos estão adicionados na sua conta? Ou será que as pessoas que você tem adicionadas, na verdade, incomodam mais do que são amigas? "Fulano está online. Vou sair...". "Vou ficar invísivel, pra ninguém falar comigo...". Eu já tive problemas por causa de redes sociais, e hoje, eu só tenho e-mails e blogs. Por necessidade, talvez futuramente eu possa ter alguma dessas contas, mas por enquanto, prefiro ter o que julgo necessário.

Não sei se vocês estão pensando o que eu estou pensando, mas estamos perdendo um pouco - ou muito, dependendo do caso - do valor e da importância da amizade. Veja o que diz a Bíblia, em Provérbios 17.17:  
 "Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão." 
Quem é o amigo?

1) é aquele que amo em todo o tempo = veja aqui: "em todo o tempo ama o amigo". É uma ordem, um conselho do sábio rei. O rei sabe que temos diferenças que muitas vezes nos impedem de viver em comunhão. O rei sabe que não costumamos amar as pessoas em todo o tempo. Mas o rei também sabe que precisamos uns dos outros, e por isso, ele aconselha: "em todo o tempo ama o amigo". É mais fácil amar o amigo do que o inimigo. Como disse o Senhor Jesus,  
"e se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam" (Lucas 6.32). 
Os pecadores, os ímpios, os cristãos, todos esses são amados daqueles que amam, ou seja são amigos dos seus amigos. Há um propósito em amar nossos amigos "em todo tempo".

2) é aquele que é como um irmão para mim = Olhe o texto: "nasce o irmão". Um amigo que me ama porque eu o amo, é uma bênção para mim, pois ele agirá comigo como um irmão. Os cristãos devem ser irmãos dos outros. Como diz a canção,  
"a mesma casa tem portas abertas, pessoas certas, amigos e irmãos...". (Grupo Logos - Portas Abertas)
Aqui, há uma certa redundância, pois todo irmão deve ser um amigo, e todo amigo deve agir como irmão. Mas a ideia é de que um amigo servirá como um irmão, e vice-versa. mas ainda há um ponto a perceber sobre quem é o nosso amigo.

3) é aquele que está presente na hora da angústia = mais uma vez, observe: "e para a hora da angústia nasce o irmão". Quantas pessoas dentro das nossas igrejas - e fora também - estão abandonadas, solitárias, passando por angústias terríveis e precisando de amigos-irmãos... Temos sido amigos das pessoas, ou estamos querendo amigos para nós mesmos, para satisfazer nosso ego? A ordem do texto é clara: em primeiro lugar, você deve amar seu amigo, para que quando você precise ele esteja à disposição para ajudar. "Para a hora da angústia" quer dizer "quando você precisar". Ele não estará com você apenas quando estiver tudo bem. A maioria das pessoas que você tem no seu orkut, Msn ou qualquer outra coisa só estão com você quando está tudo bem, quando você está online. Mas, e quando você está offline? Ou melhor, e quando sua vida está offline? Quem tem ido socorrer vocês? Quem tem ajudado vocês? Quem tem aconselhado vocês? Lembrem-se: "Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão."
Assim, para não ser injusto com ninguém, quero citar o nome de um amigo que eu tenho. Sei que ele é meu amigo, pois ele me chama de amigo. Sei que ele me ama, pois ele diz que me ama. Sei que é verdade, pois ele nunca mentiu. Sei que ele está comigo, pois na hora da angústia, ele me socorre. Quando eu "não tenho um tom, não tenho palavras, não tenho um acorde que me socorra", eu o chamo, e ele de alguma forma ele vem. Esse amigo é Jesus Cristo! Termino o texto como comecei: "Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor".

Doce amigo - João Alexandre

Como posso esquecer esse amor
Ninguem mais poderia me amar assim
Como posso negar esse alguem
Que a si mesmo negou e se deu por mim

Jesus Cristo meu amigo
Quero seguir ao teu lado e dizer
Vou contigo doce amigo
Nada é melhor nem maior que viver nesse amor

Se mundo sem rumo eu andar
Procurando os caminhos do coração
A teus pés vou achar meu lugar
Tua luz há de ser minha direção

* Em vários sites que listam ateus influentes, o nome de Mark Zuckerberg é citado. No perfil dele no Facebook, ele colocou como perfil religioso a opção "ateu". Daí, ele é considerado um dos ateus mais influentes do mundo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Jesus, O Senhor do tempo

Há uns dias eu conheci a música "O Senhor do tempo", de Stênio Marcius e com participação de João Alexandre e de Silvestre Kullmahn. Eis a letra abaixo:
Mestre..., me veja menino, deixa-me correr com Teus pequeninos… Mestre, de rosto amigável, de sorrriso largo, de sereno olhar, eu... fui a Ti criança e me recebeste de braços abertos… Que estranha distância, agora... Senhor, lembra do menino que eu fui outrora...
Mestre, lembro que eu buscava e me derramava... Choro adolescente… Lembro daquele caderno onde eu anotava minhas orações... Jovem, busquei a Ti por refúgio certo para um moço aflito… Que estranha distância, agora... Senhor lembra do rapaz que eu fui outrora…
Mestre, estou bem mais velho e o amor que eu tinha, onde foi parar? Mestre, fala a esse homem, que se emocione, vá recomeçar... Faz-me correr e assim, retornar ligeiro ao primeiro amor… Deixa-me ver novamente o meu nome, escrito nas santas mãos do Senhor do tempo...

Eu preciso voltar ao primeiro amor. João é ordenado a escrever à igreja de Éfeso: “Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos; e sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras…” (Apocalipse 2.2-5). Eu tenho passado por enormes dificuldades na minha vida com Deus, principalmente em relação à minha salvação, e isso me leva a estar um pouco negligente, pois estou cansado e sobrecarregado. Preciso crer que se eu atender ao seu chamado, “Vinde a mim…” (Mateus 11.28), Ele aliviará o meu fardo, mas na prática não tenho crido e por isso, não tenho tido paz. Não é fácil ser firme no primeiro amor quando o monstro da incredulidade passa a fazer parte da nossa jornada. Nunca foi tão difícil lutar contra esse monstro, mas Deus sabe que eu quero e preciso vencê-lo para que eu possa ser um verdadeiro cristão frutífero. O bom da incredulidade é que ela nos leva às certezas, e a promessa de Cristo é de que Ele estará conosco, mesmo quando nossas batalhas interiores e crises existenciais venham nos levar a uma certa negligência com Ele. Não adianta fazermos tudo, quando não estamos mantidos no amor de Deus, quando não temos certeza da fé salvadora, quando não estamos alicerçados na rocha, quando não estamos seguros em Cristo, quando não cremos na salvação em Cristo devido a uma convicção de pecado tal que não nos deixa receber o amor Dele, quando estamos abalados por querer sermos melhores e acabarmos vivendo uma tentativa de salvação pelas nossa obras, quando nos frustramos no momento em que nossas certezas se tornam dúvidas ou até negações, quando as neblinas da nossa alma nos tiram a visão de nós mesmos, quando o pecado parece nos dominar, ou quando queremos nos tornar adultos, esquecendo que se não formos como crianças, não veremos o reino de Deus (ver Mateus 18.2-4)… Enfim, estamos perdendo tempo quando colocamos as obras em primeiro lugar, e esquecemos de cultivar em nossa mente, nossa alma e nosso coração, a simplicidade da fé em Cristo, o amor Dele por nós e nosso para com Ele e para com nossos irmãos, e a transformação através da graça redentora que nos atrai tão gentilmente e que, mesmo sem merecê-la, é dada a nós por meio de Cristo…
Para concluir, divulgo este vídeo que fiz, para que eu mesmo possa fazer da letra desta canção uma oração, para que não apenas eu conheça a Deus, mas seja por Ele conhecido…
Buscando encontrar a simplicidade de crer em Cristo e viver Nele, com Ele, por Ele e para Ele,
Douglas.


Feliz… Páscoa!

O título desta postagem é meio que inconveniente, pois não é época de Páscoa, aliás, ninguém que está lendo este texto pensou em Páscoa nos últimos dias (pra não falar meses! rsrs). Mas, como o próprio título está dizendo, uma feliz Páscoa pra você!!!!
Não está entendendo, não é? Pois vou explicar… Leia o texto bíblico abaixo:
“O orgulho de vocês não é bom. Vocês não sabem que um pouco de fermento faz toda a massa ficar fermentada? Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento da sinceridade e da verdade.” (I Coríntios 5.6-8, NVI).
Nesse texto, Paulo compara a vida cristã com a comemoração da Páscoa judaica, onde durante a semana de festas, só podiam comer pães asmos, ou seja, pães sem fermento. Em Êxodo 12.15, podemos ver a ordem expressa para o povo: “Durante sete dias comam pão sem fermento. No primeiro dia tirem de casa o fermento, porque quem comer qualquer coisa fermentada, do primeiro ao sétimo dia, será eliminado de Israel”. Então Paulo, analogicamente, assemelha o pecado com o fermento, e nos traz algumas aplicações sobre o tema:

a) Assim como o fermento leveda a massa, o pecado em nossas vidas contamina nosso espírito: “Vocês não sabem que um pouco de fermento faz toda a massa ficar fermentada?”. Quando se faz um bolo, ou um pão, não se precisa de muito fermento (eu não sou cozinheiro e não sei cozinhar, ok?), pois um pouco é suficiente para levedar, ou seja, para fermentar e “pegar” em toda massa. Nesse mesmo raciocínio, o pecado é semelhante. Visto que o pecado é comparado com o fermento, um pouco de pecado em nossas vidas “pegará” na nossa alma, agarrando com todas as forças e contaminando, nos trazendo consequências negativas, como distância de Deus, falta de paz, de certeza de salvação, medo e insegurança, probabilidade de pecar mais (já que um abismo leva a outro – Salmo 42.7)…

b) Precisamos nos livrar do pecado: “Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são.”. É dever nosso a busca pela santidade do corpo, da mente e da alma. Como precisamos aplicar isso em nossas vidas! Somos muitas vezes tão negligentes que deixamos o fermento pegar em nós e assim somos levedados pelo pecado, nos tornando infelizes em nossa caminhada. Não espere que Deus o purifique, e que você não precisa fazer nada para ser santificado. Esse pensamento é errado. Temos que lutar contra a nossa carne, contra o eu, contra o mundo, contra Satanás,  e é por isso que Cristo veio ao mundo, “para desfazer as obras do diabo” (I João 3.8).

c) Nossa Páscoa é eterna! Todo dia!: “Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa…” A morte de Cristo vale e valerá por toda a nossa vida. A Páscoa simboliza passagem (do hebraico ‘pessach’), e traz a ideia de mudança de situação. Antes, éramos escravos do pecado, mortos em nossos delitos e pecados (ver Efésios 2.1-5), mas ele nos salvou por sua graça infinita, que não pode ser compreendida, mas que deve ser crida por nós e aceita sem discussões… Por isso, podemos festejar diariamente a nossa pessach, da morte para a vida, da escravidão para a liberdade, da condenação do inferno para a salvação de Cristo! Aleluia!

d) Só podemos festejar plenamente quando nãos somos “pães fermentados” e sim “pães asmos”: “…não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento da sinceridade e da verdade.”. Graças à morte de Cristo, podemos experimentar a alegria da salvação, a paz e o conforto, a segurança e o alívio que só Cristo oferece. Quanto maior a busca pelo conhecimento de Cristo e pela santidade, maior será minha alegria e mais evidentes estarão os motivos para festejar. Precisamos ser “pães” sinceros e verdadeiros, ou seja, agindo com Cristo e com o próximo com lealdade, amor, sinceridade, verdade, compreensão, para que aqueles que nos vejam se “alimentem” de nós, mas na verdade, estarão se alimentando de Cristo em nós.

Então, o que me resta dizer? FELIZ PÁSCOA!!!!!!!!

Buscando conhecer mais e me deleitar mais em Cristo, para festejar mais e melhor,
Douglas.

Ação social espiritual… Nossa obrigação!

Estava viajando, em pé, no ônibus lotado (que viagem!!!), um dia desses, quando estive pensando comigo sobre a minha situação espiritual. Conheço pessoas abençoadas, mas em certo sentido, desleixadas em relação ao próximo, pois pode-se notar com a convivência, a falta de amor e cuidado prático com as ovelhas de Cristo. Sabe, é difícil você querer ajudar os próximos, quando você precisa de ajuda… Falo isso porque eu tenho passado por uma certa “fome” espiritual, devido a minha disposição em ajudar os outros, ensinando, corrigindo, aconselhando, orientando, consolando, confortando, mas não encontro muitas pessoas que façam o mesmo (sem egoísmo, viu?) por mim. Isso me leva a uma condição espiritual desconfortável, pois preciso me virar como posso para não morrer de fome…
Talvez você não esteja entendendo o que eu quero dizer, ou talvez até tenha entendido, mas não concorde com o que eu estou dizendo, devido o fato de que você argumentará que a Bíblia é suficiente, que o Pastor é cristo, que ele alimentará e outras coisas que fará você pensar que está certo. Mas, ouça-me por um momento, e tire suas conclusões:

1) o fator idade – Paulo diz a Timóteo: “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza.” (I Timóteo 4.12). Para quem não sabe, eu tenho apenas 19 anos. Já pensou quanta coisa um jovem dessa idade tem na cabeça: planos para estudo, trabalho, casamento, família, lazer… E se for um cristão,deverá atentar para a certeza da salvação, para a vida com Deus, a vigilância, a busca por santidade (nessa idade, é um grande desafio), o cuidado com as ofertas e manjares do mundo, o testemunho, a sabedoria nas decisões a serem tomadas… E se for um cristão atuante na igreja, sendo líder ou ajudante de um grupo, terá o cuidado com seus liderados, a preocupação com o estado espiritual deles, o cuidado em levar a Palavra de Deus a eles, o exemplo como cristão e cabeça, a busca por conhecimento bíblico, o amor e dedicação ao ministério… Você entende quanta coisa pode fazer com que um jovem que quer dar o seu melhor não aos homens, mas a Deus, desanime ou fique meio que depressivo, cabisbaixo, triste, amargurado, sofrido, simplesmente por não encontrar alguém que possa apascentá-lo? Eu não falo na questão da fé em Deus, mas da ordem de Cristo: “Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.” (João 13.34); ou então atente para as palavras que o Espírito nos trouxe através de Paulo: “Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis.” (I Tessalonicenses 5.11). Se formos ver referências textuais bíblicas sobre isso, passaremos um bom tempo meditando nelas, mas o que parece ser muito, Cristo resume em uma Palavra: amor.

2) o fator tempo – Para um jovem que precisa fazer isso tudo descrito acima, o tempo é uma ferramenta que geralmente ele não dispõe. É certo que “há tempo para tudo” (Eclesiastes 3.1), e a idade da juventude é a que se tem maior disposição, porém um tempo mais reduzido, pois é nessa idade que serão definidas a linhas para o futuro. Mas se todos dispusessem o maior tempo possível, ainda que pouco, para realizar e cumprir as ordens de Cristo, seria perfeitamente possível um crescimento espiritual individual e coletivo. Estamos usando o tempo que temos para ajudar nossos irmãos que precisam de ajuda?

3) o fator “achismo” – esse parece ser um grande problema, pois esse fator baseia-se em suposições, em “chutes” ou simplesmente na observação e conclusão sem certeza. Parece que o pensamento é de que aqueles que trabalham mais ou que mostram estar mais ligados com Cristo são os que precisam de menos ajuda e de mais trabalho para fazer na igreja e na obra de Cristo. Esse pensamento leva muitos ao cansaço espiritual, físico, mental, e consequentemente ao desânimo ou depressão espiritual. Mas é justamente o contrário: quando se tem uma condição espiritual, vamos dizer assim, melhor, os problemas e dilemas são geralmente maiores, as crises espirituais são mais profundas, as bases e a casa espiritual é mais agredida por tempestades, ventos e chuvas, e o abismo parece ser mais fundo, parecendo até que não há fim. Você não sabe o quanto eu preciso dos meus irmãos em Cristo, inclusive você, pois você não conhece o meu interior e não sabe dos meus temores e dúvidas cruéis que me assaltam e me tiram a paz… É por isso que estas pessoas precisam de suporte, principalmente no que diz respeito à obra de Deus. Há um tempo, um irmão em Cristo saiu da igreja por trabalhar com missões e não aguentar ver a igreja sentada, sem dar esse suporte. No momento, eu não entendi, e até por um tempo me comportei como a maioria, não concordando e até criticando a atitude daquele irmão. Hoje, me arrependo de não ter feito mais pelo meu irmão, e sinto na pele o que é isso.

Infelizmente, a realidade é que membros das igrejas, sentadinhos no banco ou atuando como líderes levantados por Deus, passam por essa situação de fome espiritual. A grande questão, no entanto, é saber onde estão aquelas ovelhas de Cristo que devem, por ordem do seu Pastor, ajudar outras ovelhas feridas, machucadas, delicadas e necessitadas a encontrarem alimento no grande pasto que Jesus nos deu… Vamos, irmãos, a começar por mim, a praticar ação social para as almas dos necessitados! Vamos deixar de lado a religiosidade e o agradar aos outros, para agradar a Cristo, apascentando as ovelhas Dele! Vamos nos preocupar com as almas que estão perecendo debaixo do nosso nariz, por não termos a coragem de olhar para elas, e só para o nosso bem-estar! Vamos, enfim, deixar de lado os outros dons espirituais, ou melhor, utilizá-los, mas não antes de obtermos e tomarmos posse do dom maior, o amor! Escrevo isso como um desabafo, pois necessito de cada um que lê este texto, e dos que não estão lendo, para crescer em Cristo.
“Como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10.14)
Sem mais,
Douglas.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tomar uma decisão…

Compete a cada um de nós tomar decisões na nossa vida. Na faculdade, meu professor de Novos Negócios (empreendedorismo) afirmou, com toda a propriedade, que a intuição é baseada no conhecimento, que não existem “mensagens vindas do além” ou vozes repentinas que nos dirão o que fazer no momento da escolha. Ou seja, para se escolher algum caminho, é necessário o conhecimento, para que se tome a melhor decisão. Assim, não há o fator ‘sorte’, ou o fator ‘acaso’, mas o fator ‘conhecimento’.
A Palavra de Deus diz, no Salmo 32.8-9, o seguinte: “Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos. Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti”. É claro aqui que Davi, escrevendo esse salmo penitencial (que fala de pecado e de perdão), quer ensinar nesse trecho algo que é por demais negligenciado pela maioria dos cristãos: a capacidade de se tomar decisões com base na Bíblia.
Veja que no versículo 8, Davi diz que ensinará ao seu ouvinte e leitor, assim como ele aprendeu de Deus quando esteve naquela situação de esconder o pecado. Davi podia falar, porque ele conheceu e viveu aquela situação. Com certeza, à primeira vista, quem lê esse texto acha que foi Deus quem disse essas palavras, mas na verdade, foi o próprio Davi que falou baseado em sua experiência. E se fosse Deus quem falou isso, o contexto seria o mesmo, pois o propósito de Deus é nos instruir, nos ensinar, nos guiar e nos conduzir, assim como Davi teve a intenção de ensinar aos transgressores e pecadores (Salmos 51.13).
Porém a grande questão é o exemplo abordado no versículo 9. A analogia que Davi faz é bastante lógica, pois após sua palavra de conforto, dizendo que iria guiar e ensinar àqueles homens, ele os exorta a não se comportarem como animais, como se não tivessem entendimento. Ainda que Deus diga que estará conosco, que nos guiará, que nos ensinará, que nos conduzirá, Ele não tira de nós o dever de pensar, de utilizar nosso cérebro, a nossa razão. Hoje, todo mundo anseia por ouvir a voz de Deus, mas esperam que Ele fale com uma voz que seus ouvidos captem, uma voz que fale em alto e bom som, uma voz que seja mais alta do que todo o barulho que há ao redor, uma voz que seja totalmente diferente e tão estrondosa que abale suas estruturas e deixe quase surdo aquele que ouve… Acabamos por negligenciar a Palavra inspirada de Deus e nos cansando de buscar uma voz que não virá, porque na verdade, essa voz já está disponível para nós, e fala tão alto ao coração que arde, que é tão identificável que confronta nosso pecado, nosso orgulho, nosso egoísmo, nossos achismos e incertezas, que vai fundo e penetra mais “do que espada alguma de dois gumes, (…) até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas” (Hebreus 4.12)… É essa palavra de Deus que precisamos ouvir, porque essa é a direção, o ensino, a exortação, o conforto, a segurança, a orientação, a vontade, a verdade, a voz de Deus para nós, hoje, amanhã, e sempre… Parece que não queremos mais “queimar as pestanas”, mas sim jogar tudo, inclusive os passos que devemos tomar, para Deus. Queremos que Ele nos carregue sempre, enquanto Ele quer que, como crianças, aprendamos a dar nossos primeiros passos em direção ao Pai, que espera de braços abertos! Graças a Deus por Jesus Cristo, que conquistou na cruz a garantia de que “quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com Ele” (I Tessalonicenses 5.10).
Sola Scriptura!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Nós e os animais...

Ouvi um dia uma frase citada por João Alexandre em uma apresentação (confira aqui) que, em minhas palavras, a diferença básica entre os homens e os animais é que nós, seres humanos, raciocinamos, temos o poder de pensar, mas a grande maioria não utiliza esse diferencial, o pensamento, a razão, e no fim, acaba agindo como um animal... Agora, imaginem Deus, que criou tudo para a sua glória e o seu louvor, vendo sua criação agindo como animais loucos e sem razão alguma?!
Paulo, no primeiro capítulo de Romanos, afirma que não se envergonha do Evangelho de Cristo, "porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê" (Rm 1.16). Só que logo após ele fazer uma declaração tão forte, ele começa a falar da ira de Deus, que se manifesta contra "toda a impiedade e perversão do homens" (Rm 1.18). Aqui, Paulo começa a abordar uma das doutrinas que esclarecem todo o problema do mundo: a depravação total do homem. Daqui até boa parte do capítulo 3, o assunto de Paulo é o pecado, a causa do "problema que somente Deus poderia resolver", segundo o escritor Henry Bast.
Mas o que eu quero expressar com esse texto não é a doutrina do pecado, mas sim a identidade do pecado no ser humano. O pecado é como que a evidência do que nós somos. O que quero dizer é que o que nós fazemos de errado, independentemente de sermos cristãos ou não, é apenas fruto daquilo que somos ou que temos por dentro: uma essência má que, se alimentada, traz consequências maléficas tanto para quem cometeu o pecado, quanto para aqueles que são afetados por ele. Assim, a sociedade na qual vivemos está como está por uma simples razão: a falta de controle do pecado. Nós, que temos o privilégio de pensar, agimos muitas vezes por instinto, e quando fazemos isso, quebramos a harmonia que deveria existir...
Que Deus nos leve - principalmente a nós cristãos - a usarmos mais nossa razão!
Douglas

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Desabafo...

Quero dizer, com muita tristeza e até com receio de ser mal interpretado, que estamos vivendo períodos de extrema pobreza espiritual na igreja brasileira. Afirmo, com o coração apertado, que existe uma verdadeira escassez de verdadeiros cristãos. Ou em outras palavras, se há um bom número de verdadeiros cristãos, esses parecem estar "sufocados", cercados de igrejas que mais parecem "alojamentos de joios", e isso não é difícil de perceber quando se olha para os ensinamentos desses líderes atuais... Não posso ver isso e ficar calado, pois o meu Deus, por mais falado que seja, está sendo deixado de lado na prática!
Belos discursos, belas pregações, até belos cânticos com belas melodias, com belas coreografias, e essa cadeia de coisas "belas" vai deixando de lado a beleza maior de saber que, enquanto nós vivíamos como queríamos, Deus providenciou a salvação ao seu povo... Deixaram de lado a beleza de conhecer a Cristo, e este crucificado... Deixaram de lado a beleza de saber que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm 8.1), e quando se fala em condenação, acham essa palavra dura demais para se ouvir... Deixaram de lado o culto verdadeiro a Deus, para adorarem um deus imaginário, fruto de opiniões próprias e de uma completa falta de espiritualidade... Deixaram de lado a simplicidade do evangelho de Jesus Cristo, e por causa disso, vivem enganando e sendo enganados, como Eva no jardim (ver 2 Co 11.3)... Deixaram de lado a verdadeira humildade, o verdadeiro arrependimento, a verdadeira contrição, para querer ser grandes homens de Deus, grandes pregadores, grandes músicos, grandes evangelistas, grandes isso, grandes aquilo... E se não se arrependerem de verdade, provavelmente ouvirão de Cristo, ao som de seus próprios argumentos vazios, "apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade... Nunca vos conheci!" (Mt 7.21-23). Essa é a situação da nossa igreja, na visão de um simples jovem que tem o único desejo de fazer exatamente o contrário do relatado acima...
Que a graça de Deus seja com todos nós, e que sua misericóridia continue nos sustentando...
Douglas

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O homem SONHA e Deus REALIZA!!!!!!!

Estava eu, indo para casa, após um dia cansativo (pra mim, aliás, todos os dias são cansativos!), no final da tarde, na BR-101, esperando o ônibus, quando um carro em especial me chamou a atenção. Não porque tinha alguém conhecido, ou porque parou e o motorista me deu carona, mas porque no vidro frontal do carro havia escrita a frase de título desta postagem: "O homem sonha e Deus realiza!". Quando eu parei pra pensar nessa frase, vi que existe muita gente que acredita que é assim que acontece. Mas não é.
Fazendo uma análise do perfil do dono do carro a partir da frase, ele pode ser: 1) alguém que não é cristão, mas acredita que Deus existe, e acredita que Deus o abençoou com um carro por merecimento (o fato de ele ser "uma pessoa boa", ajudar os pobres, gostar de todo mundo, não mentir, nem roubar, nem matar, nem trair a esposa,enfim, para ele as boas obras são o que agrada a Deus - aquele lema de infância: quem é bom vai pro céu!); 2) uma pessoa que vai à igreja, mas que ainda não teve um encontro com Jesus e por isso, acredita em Deus do mesmo modo que as pessoas do mundo acreditam; 3) um cristão de verdade, mas que não zela pela palavra de Deus, a ponto de se deixar levar por ventos de doutrina (ver Efésios 4:14).
O principal erro dessa "teoria" que, resumida nessa frase, representa um erro grave e sutil, é que Deus faz a vontade do homem. Vamos analisar biblicamente e comprovar se isso é ou não verdade.

1) Deus não se sujeita à vontade do homem - se dizemos que Deus é soberano, isso quer dizer que Ele governa tudo e todos. Se Ele governa tudo e todos, por que se sujeitaria, ou seria obrigado, a fazer a nossa vontade? Se Ele nos salvou, é para a glória Dele, não para nossa glória! Veja o que Paulo diz aos Colossenses: "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele." (1.16). Responda a si mesmo: em sã consciência, como é que Deus, que criou TUDO, poderia fazer o papel de "empregado" dos homens? Você poderia me dar um argumento, e usar até versículos para refutar esse argumento: "Ah, mas, a Palavra não diz: 'E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis' (Mt 21.22), e 'Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.' (Mt 7.7,8)? Eu responderia: "Sim, sem dúvida. Mas João também diz: 'E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.' (I João 5.14), e você se lembra da oração de Jesus no Getsêmani? 'Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua.' (Lc 22.42)? Já pensou se Deus acatasse a vontade do próprio Cristo?". Eu não quero dizer que Deus não faz ou não pode realizar nossos sonhos, desejos e planos, mas não é porque queremos que Ele faz algo por nós, mas porque Ele quer e porque Ele age de acordo com as promessas que Ele nos fez.

2) O amor de Deus e a nossa fé se unem a favor dos nossos pedidos, mas não acima de Sua vontade - "Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus." (Filipenses 4.7,8). Veja que o propósito e a motivação principal é a paz de Deus, que guardará os nossos corações! Não importa se Deus fará ou não o que eu peço. Eu não tenho que ter fé que Ele fará, mas devo acreditar que Ele pode fazer, e é aí que eu depositarei minha esperança e confiança! Se for da vontade Dele, o que pedirmos será feito! E Ele fará não por obrigação, mas porque nos ama!!! A paz inigualável que nos é concedida é mais do que suficiente para nos fazer caminhar. Se Deus não fez o que eu pedi, não tem problema: Deus sabe o que é melhor para mim!!!!!!!!!!

3) O caráter da vontade de Deus - o texto de Romanos 12.2 nos revela que a vontade de Deus tem três principais características:
a) ela é boa, ou seja, não nos remete mal algum;
b) ela é perfeita, ou seja, nunca será falha em algum ponto, e;
c) ela é agradável, ou seja, não trará incômodo ou inquietação. Como assim, não traz inquietação? E quando Deus não faz aquilo que eu tanto queria, eu não me inquietar é bastante difícil, não é?

Mas note o versículo todo:

"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."

Para que experimentemos a vontade de Deus, não podemos nos conformar com este mundo, e buscar tomar uma atitude de renovação de mente. Se ficarmos com o pensamento comum de que o homem sonha, e Deus realiza, nós nos decepcionaremos, pois quando Deus não fizer, para o nosso bem, aquilo que tanto pedimos, acharemos que tem alguma coisa errada conosco, algum pecado, alguma área em que estamos falhando... O que há de errado é que conhecemos qualquer coisa, menos o Deus verdadeiro! A mudança de mente trará um conhecimento mais profundo de Cristo e de Sua vontade! Mergulhe profundamente no conhecimento de Deus, e não se agarre ao que Deus te dá ou faz por você, e sim no que Ele é e no Seu caráter! Só assim, teremos a convicção de que a vontade de Deus é verdadeiramente boa, perfeita e agradável!!!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O espinho na carne

"E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte." (2 Coríntios 12:7-10)

Paulo, nesse trecho de 2 Coríntios, nos fala que foi permitido por Deus que um espinho na carne perturbasse a paz dele. O que seria esse espinho? Não dá para definir. A Bíblia não esclarece, mas pode ser: a) uma doença física que não curou há um bom tempo; b) um perseguidor cruel, que não o deixava em paz, ou; c) alguma tentação ou provação difícil de suportar. Responda pra você: você tem um espinho na carne? Eu tenho! E a cada dia, estou aprendendo que esses espinhos na carne têm um propósito para Deus. Quer ver?


1º) O espinho na carne evita um sentimento de orgulho(v. 7)
Paulo foi um dos grandes homens usados por Deus na história. Dos 27 livros do Novo Testamentos, ele escreveu 13 (de Romanos até Filemom). Mas ele era gente. Ser humano. Pessoa. Pecador. E dentre os muitos pecados, o que poderia dominar a mente de Paulo seria o orgulho. E eu afirmo a vocês que não tem pecado pior do que o orgulho! Paulo recebia revelações de Deus, e foi chamado para ser apóstolo! Paulo era um alvo fácil do orgulho. Ele poderia se achar independente, ou melhor do que os outros, por ter uma intimidade maior com Deus. E Deus concede a ele uma dificuldade que o faz perceber que sem Deus, qualquer problema é difícil. Deus permite dificuldades em nossas vidas para que cheguemos mais perto Dele! Largue seu orgulho espiritual! Largue esse sentimento maligno de achar que é superior a outro por ouvir a voz de Deus! Isso é orgulho!! Talvez se Paulo não passasse por essa dificuldade, ele teria caído nos braços do orgulho e do pecado.

2º) O espinho na carne faz a gente orar mais (v. 8)
Quando está tudo bem, oramos menos. Quando as dificuldades começam a surgir, buscamos mais a Deus. Paulo orou três vezes. Você tem orado pelo seu espinho? Você tem buscado a Deus? Principalmente nós, jovens, precisamos buscar mais a Deus.

3º) O espinho na carne manifesta a graça de Deus (v. 9)
O Senhor nos diz: "A minha graça te basta!" É bastante difícil convivermos com situações difíceis, circunstâncias contrárias, com lutas constantes, mas o Senhor manifesta a Sua graça no meio da tempestade. Não é à toa que na carta aos Romanos, Paulo diz: "Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus..." (Rm 8:28). Tudo está no controle de Deus! Suas dificuldades são parte do plano que Deus traçou para sua vida!! Creia nisso!

4º) O espinho na carne manifesta a força de Deus em nós (v. 10)
Toda luta traz um desconforto, uma tristeza, uma angústia que acaba nos abatendo e nos deixando fracos, vulneráveis aos ataques do inimigo. A verdade é que somos fracos (ver 2 Coríntios 13:4), e precisamos da ajuda de Deus a cada momento. Ao acordar, não poderíamos nem sequer abrir os olhos se não fosse a graça de Deus em nossas vidas! Mas quando nós oramos a Deus,dizendo nossas fraquezas, você se torna forte, ou melhor, Deus manifesta a força Dele na sua vida! É a graça de Deus que te mantém de pé até hoje, e sem ela você não faz nada!!!!

Para concluir, esse espinho na carne que tem perturbado sua paz, que pode ser uma tentação, um pecado a vencer (preguiça, gula), uma provação, uma perseguição ou uma doença, está dentro da vontade de Deus para a sua vida. Os espinhos na carne fazem parte da caminhada, mas não pense que Deus vai simplesmente tirá-los da sua vida, sem fazer você aprender nada. Deus quer que você saia desta batalha com o máximo de experiência possível. Paulo aprendeu uma lição importantíssima, que aprendemos agora: a graça de Deus nos basta!