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terça-feira, 7 de junho de 2011

Jesus está bem!

Há uns tempos, venho refletindo na graça de Deus demonstrada em Cristo, e tenho sido bem confortado em vários momentos, e uma das coisas que ressoou em meus ouvidos e minha mente é que Jesus está bem.

Quando nos encontramos com alguém, a primeira pergunta é: "Como você está?", ou "Como você vai?", ou ainda (dependendo de como estiver nosso astral, nosso semblante) "Você está bem?", e a resposta imediata é "Sim, e você?" (para encontros rápidos ou com pessoas que não temos intimidade de contar nossos problemas), ou então contamos a verdade (não que a gente minta!) e o que estamos passando. É claro que não devemos sair contando nossa vida a todo mundo, e por isso somos tão gerais em dizer a todos ou à maioria que estamos bem, mas na verdade há uma realidade presente entre os cristãos, e que deveria ser mais considerada por nós. JESUS ESTÁ BEM!!!!!!!!!

a) Jesus está bem porque ele é Deus -> Por ele ser Deus, Ele tem o controle de toda e qualquer situação que nos ocorre, pois "tudo coopera par o bem daqueles que amam a Deus" (Rm 8.28), e tudo é tudo mesmo, as coisas boas e alegres e as coisas tristes e chatas da vida. Eu sei que na prática, as coisas não se tornam simples tão facilmente, mas sendo bem prático, posso dizer que quando depositamos nossa confiança em Cristo, podemos ter certeza e descansar tranquilos quanto ao nosso futuro, pois se Deu cuida das aves do céu, e das plantas e das flores, ele não cuidará de seus filhos? Você já parou para pensar em como os animais das florestas não morrem de fome? É porque Deus em Sua graça providencia o alimento deles. Assim, Deus cuidará de nós, pois Seu filho Jesus Cristo, "Deus de Deus, Luz de Luz", cuidará de nós!

b)Jesus está bem, porque só Ele está -> Se pensarmos bem, nós nunca estamos bem, pois só o fato de a gente estar perto do pecado e sujeito a pecar e nos afastar de Deus já é um motivo de lembrarmos da nossa fraqueza. Como diz o salmista, "somos pó" (Salmo 103.14). Paulo diz que "somos fracos Nele" (II Coríntios 13.4). Deus, falando de nossa fragilidade e pequenez, pergunta ao homem Jó: "Onde estavas tu, quando eu fundava a terra?" (Jó 38.4), e o pobre Jó, sem ter qualquer argumento diante de Deus, responde: "Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho à boca." (Jó 40.4). Logo, podemos concluir que somos muito frágeis e fracos, doentes e carentes, necessitados e pequenos para qualquer coisa, se não formos sustentados por Deus, por Cristo e Seu Espírito Santo. Disse Jesus: "Sem mim, nada podeis fazer" (João 15.5). Jesus, porém, está bem onde Ele está. Houve um momento onde Ele não esteve bem (pelo menos não aos olhos de muitos), que foi quando Ele esteve nesse mundo, na cruz, pendurado, abandonado por Deus, seu Pai: "Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?" (Mateus 27.46). Mas o que parece um momento de dor e tristeza se torna em grande alegria: "Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia" (Mateus 28.6). Na verdade, Ele sempre esteve bem, porque Ele se deu para morrer: "Dou a minha vida para tornar a tomá-la." (João 10.17). Ele deu Sua própria vida para ressuscitar, e agora, Cristo está no lugar de onde Ele sempre foi: "...de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus" (Colossenses 3.1), "pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós." (Romanos 8.34). Cristo está bem, pois Ele é Deus, e por isso sempre esteve bem!

c)Sei que Jesus está bem, porque Ele me salvou -> o fato de Deus ter nos salvo em Cristo é uma grande prova de que Jesus está bem. Já que Ele é o caminho para a vida eterna, esse caminho nunca mudará, nem sairá de seu lugar. Independente de qualquer situação ou dificuldade, posso ter a certeza de que estou no caminho, e que por isso confio que chegarei até o final. Esse caminho levará até o destino certo, até Deus mesmo. A questão, no fim, não será se fui mais rico ou mais pobre, ou se sofri muito ou pouco, ou se sorri mais ou menos, mas se eu estive ou não no caminho, em Cristo. Se focarmos e pensarmos dessa maneira, nunca nos sentiremos abalados pelas circunstâncias da vida. Podemos nos entristecer por alguns motivos, mas nunca seremos tristes para sempre, pois o foco é Cristo: "Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus." (Hebreus 12.2). Vocês veem? Ele fez tudo! Suportou tudo por nós, para nos dar a vida verdadeira que tanto precisávamos! Devemos olhar para Ele, e assim seremos confortados em nossas aflições.

Concluindo, Jesus está bem porque Ele fez tudo por mim, quando eu nada podia fazer por mim. Assim, devo ouvir as palavras do autor de Hebreus: "Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos." (Hebreus 12.3). Que possamos sempre considerar e aplicar nossos corações a isto:

Jesus sempre estará bem, ainda que a gente pense que nós não estamos, e por isso, nos alegramos e nos confortamos em saber que o nosso Salvador está bem, e poderá nos salvar a qualquer momento, e de qualquer dificuldade!

sábado, 26 de março de 2011

Quatro livros que todo cristão deve ler!


"Tudo pela graça", de Charles Spurgeon. Esse livro é uma exposição da salvação e de sua certeza, utilizando todos os argumentos possíveis para que o leitor creia e esteja seguro em Cristo somente. É um livro evangelístico,  que trata do amor de Deus, do ministério de Cristo ao morrer pelos ímpios, da fé necessária para a salvação, do arrependimento, das dúvidas e temores de pecar e cair da graça e da perseverança dos salvos ou dos santos. Leia este livro com toda a disposição do seu coração! Spurgeon é um do meus autores favoritos. Deus o agraciou com sabedoria e um coração aquecido pelo Evangelho. Alguém já disse que se sobrou um pouquinho de inspiração do Espírito (em relação à inspiração da Bíblia), essas estava com Spurgeon. 







"O clamor de um desviado", de Dr. Martyn Lloyd-Jones. São quatro capítulos, que são sermões sobre o Salmo 51. Sabe, quer conhecer de um modo prático a situação do homem? Leia este livro. Mais um livro que nos ajuda a entender o problema do pecado e os problemas que se originam do pecado. Lloyd-Jones deixou sua carreira de médico para se dedicar ao ministério, mas na verdade ele apenas mudou sua área de atuação. Ele deixou de ser médico de corpos, para, com a graça de Deus, examinar as almas, que tem um mesmo problema com várias vertentes e vários sintomas. Lloyd-Jones, juntamente com Spurgeon, são meus autores favoritos. Leia este livro, e seja examinado por Deus através das palavras deste pequeno homem do grande Deus.



"A mortificação do pecado", de John Owen. Por falar em examinar a si mesmo, aqui está uma das maiores obras a respeito do pecado, se não a maior. Aqui, Owen trata do pecado nos crentes, de como os cristãos devem agir quanto aos seus pecados, baseando-se em Romanos 8.13: "Se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis". Owen é extremamente bíblico em seus argumentos e ilustrações, e isso enriquece seus escritos. Veja quão grande é a miséria que está dentro das pessoas, e que esse é sem dúvida o pior inimigo com o qual temos de lutar! Owen não deixa passar despercebidas as sutilezas que esse inimigo cruel utiliza para enganar os cristãos. é indispensável a leitura repetida desse livro, para que cada dia possamos aprender a lidar com esse inimigo traiçoeiro, talvez pior até que o próprio Satanás!

"Um guia seguro para o céu", de Joseph Alleine. Esse também é um livro espetacular, que tem como ênfase o trato com os não-convertidos. Mas é indispensável a leitura desse livro pelos cristãos, ou pelos que se dizem cristãos, pois muitas das características dos não convertidos são elementos principais da vida dos que se dizem salvos... Por isso, a leitura desse livro proporcionará melhorias em nosso viver, e assim fará com que venhamos a ter mais certeza de nosso chamado. Muito provavelmente seremos reprovados em alguns aspectos, mas o fim desse livro é que o não convertido venha a ser salvo, e que o salvo esteja mais convicto de sua salvação. 



Os quatro livros citados acima são livraços! Leiam esses quatro livros. Comprem; esses livros não são tão caros; valerá a pena cada centavo gasto (ou investido) nesses livros. garanto a vocês que a leitura desses quatro livros farão vocês mudarem de vida, assim como tem mudado a minha. Esses livros tem me ajudado bastante em vários aspectos. Como jovens cristãos, precisamos nos edificar na rocha, e a hora é agora! Que a gente não espere a velhice, pois dependendo de como cuidarmos de nossas vidas hoje, diremos que "não temos prazer na vida" (ver Eclesiastes 12.1-2). Como Moisés pediu a Deus, nós também devemos pedir: "Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios." (Salmo 90.12). 
Que Deus nos abençoe, e só a Ele seja dada a glória por tudo!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Paul Washer - Uma palavra aos Jovens

Recomendo a leitura desse texto, pois nos ajudará a crescermos e cuidarmos melhor de nossas vidas. A maior preocupação que devemos ter é com nossas almas. Precisamos cuidar de nós mesmos, para assim cuidarmos de outros. Creio que esse texto ajudará bastante! Cliquem onde está escrito "Fullscreen" para ler o texto na tela toda. Também podem clicar em "Download", mas para baixar o texto, vocês tem que ter uma conta no Scribd. Enfim, boa leitura!


Paul Washer - Uma Palavra Aos Jovens

sexta-feira, 4 de março de 2011

União com Cristo - Uma oração antiga, puritana...

A seguir, uma oração usada no culto puritano. Os puritanos foram talvez os homens mais santos de que se tem conhecimento na modernidade. Você pode encontrar mais informações sobre esses homens aqui e aqui.

Ó PAI,
Fizeste o homem para tua glória,
e quando ele não serve a este propósito,
de nada serve;
Nenhum pecado é maior do que o pecado da incredulidade,
pois se a união com Cristo é o maior bem,
a incredulidade é o maior dos pecados,
é contrariar tua vontade;
Vejo que, seja qual for o meu pecado,
nada se compara a estar longe de Cristo pela incredulidade.
Senhor, livra-me de cometer o pecado maior de me apartar dele,
pois aqui nunca poderei obedecer e viver perfeitamente para Cristo.
Quando tu retiras minhas benções exteriores, é por causa do pecado,
de não reconhecer que tudo que tenho vem de ti,
de não servir-te com tudo que tenho,
de sentir-me seguro e fortalecido em mim mesmo.
Benções legítimas tornam-se ídolos secretos, e causam grande dano;
a grande injúria está em apegar-se ao ter,
o grande bem consiste em dar.
Por amor me privaste de bênçãos, para que glorificasse mais a ti;
removeste o combustível do meu pecado,
para que eu pudesse apreciar o ganho de uma pequena santidade
como a contrapartida de todas as minhas perdas.
Quanto mais te amo com um amor verdadeiramente gracioso
mais desejo te amar,
e mais miserável sou na minha falta de amor;
Quanto mais tenho fome e sede de ti,
mais vacilo e falho em te encontrar;
Quanto mais meu coração está quebrantado pelo pecado,
mais oro para que ele seja quebrantado ainda mais.
Meu grande mal é que não relembro os pecados da minha juventude;
de fato, os pecados de hoje, amanhã já os esqueci.
Livra-me de tudo aquilo que conduz à incredulidade
ou à falta do sentimento de união com Cristo.

Tradução: Márcio Santana Sobrinho
Extraído de: The Valley of Vision:
A Collection of Puritan Prayers & Devotions,
organizado por Arthur Bennett, p.20.
Extraído de Monergismo.

O Caminho de Deus para a Santidade - Horatius Bonar

O caminho da paz e o caminho da santidade encontram-se lado a lado, ou melhor, eles são um só. O que concede um, imparte o outro; e aquele que toma um, toma o outro também. O Espírito de paz é o Espírito de santidade. O Deus de paz é o Deus de santidade.

Se a qualquer momento estes caminhos parecerem andar separadamente, deve haver algo errado - errado no ensino que os faz parecer separar-se, ou errado no estado do homem em cuja vida eles assim fizeram. Eles iniciam juntos, ou pelo menos quase juntos que nenhum olho, salvo o divino, pode fazer uma diferença. Todavia, propriamente falando, a paz vem antes da santidade, e é sua mãe. Isto é o que os teólogos chamam de "prioridade na natureza, embora não no tempo", que quer dizer substancialmente isto: que a diferença no começo delas [da paz e da santidade] é tão pequena que quase não se pode ser percebido apropriadamente por nós; todavia isto não faz delas menos distintas e reais.

As duas não são independentes. Elas estão em comunhão, vital comunhão, cada uma sendo a companheiro da outra. A comunhão não é de mera coincidência, como no caso de estranhos que por acaso seguem o mesmo caminho, nem de indicação arbitrária, como no caso de duas estradas paralelas, mas de mútua ajuda e simpatia - como a comunhão da cabeça e do coração, ou de dois membros de um corpo, a paz sendo indispensável à produção ou causação da santidade, e a santidade indispensável à manutenção e aprofundamento da paz.

Aquele que afirma que tem paz, embora vivendo no pecado, é "um mentiroso, e a verdade não está nele". Aquele que pensa que tem santidade, embora não tenha paz, deve questionar se ele entende corretamente o que a Bíblia quer dizer tanto por um como pelo outro; porque, como a essência da santidade é o estado correto da alma diante de Deus, não parece ser possível que um homem possa ser santo enquanto não houver uma consciente reconciliação entre Deus e ele. Uma santidade espúria deverá ser fundamentada em uma paz espúria, ou sobre paz alguma; mas a verdadeira santidade inicia de uma paz verdadeira e autêntica.

HORATIUS BONAR
KELSO. Julho de 1864
* Prefácio do livro O Caminho de Deus para Santidade, de Horatius Bonar.
Extraído de Monergismo

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Argumentos para a salvação (3): e agora, o que se deve fazer?

Bem, finalizando a série sobre os argumentos para a salvação, chegamos ao último ponto, que se refere a uma atitude que une as duas verdades vistas anteriormente. Serei muito prático nesse ponto e farei o possível para expor de maneira clara, simples e objetiva, sobre esse assunto. Vamos lá?!
O primeiro argumento que tratamos se referiu à situação do homem, um ser pecaminoso totalmente distante de Deus, longe de ser amigo de Deus ou amigo do Evangelho, inimigo de Deus, pecador, perdido, morto em seus delitos e pecados. Já o segundo argumento falou sobre a providência de Deus, que baseado em Sua graça, Sua misericórdia e em Seu amor, mandou Seu Filho para morrer pelos pecadores. Mas, se Cristo morreu por todos os pecadores, logo todos são salvos. Se todos são salvos, a Bíblia perde seu valor de verdadeira, pois se todos são salvos, não haveria inferno, julgamento ou condenação. Assim, há uma particularidade para aqueles que forma salvos, que são salvos e que serão salvos, e essa coisa que todos têm em comum é a fé.
Como diz o autor de Hebreus, “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus 11.1). A fé é o alicerce da esperança do cristão, em uma coisa que ele não vê e não viu, mas que ele vive e sabe que um dia verá. A fé é algo que, como a casa firmada na rocha, pode ser abalada, mas se está alicerçada em Cristo, é certo que não acabará. Falo isso porque vivo isso. Há momentos em que a fé parece não existir, mas Cristo nos levanta, nos segura e nos dá paz… Realmente, a fé é meio que um “sentimento louco” por uma “coisa louca”, mas é essa “loucura” que nos garante a vida eterna, porque essa “loucura” é mais real do que as coisas que eu vejo ou que eu toco!
Mas, em relação aos não cristãos, o que é a fé, o que ela significa e como ela pode ser vivida ou praticada? Vamos aos pontos:
a) a fé é real quando ela é colocada na cruz de Cristo: a fé só pode ser real quando se crê na obra de Cristo na cruz, especialmente na cruz. Não é fé na grandeza de Deus, nem fé na soberania de Deus, nem fé causada por medo de Deus, mas fé motivada pelo amor de Deus pelo seu povo, mandando Cristo para morrer na cruz por pecadores! Se eu sou pecador, e creio na morte de Cristo por pecadores, logo eu estou incluído no plano de salvação de Deus por meio de Cristo! É isso! É comum vermos crentes cobrando fé de não cristãos por terem recebido uma suposta “bênção” de Deus. Isso é ridículo! A fé só é real e tem base sólida quando eu creio que Jesus morreu por mim! Nada mais e nada menos…
b) ter fé significa crer e descansar na obra de Cristo, e ver que nada mais importa no mundo: é interessante observar que para ser salvo, basta crer em Cristo. Crer em sua efetiva morte por mim, crer nas suas promessas de vida eterna aos que crêem, crer no seu poder e no seu amor ao salvar perdidos e trazer os mortos espirituais à vida. Quando uma pessoa compreende que estava indo ao inferno devido aos seus pecados, ela busca uma solução. Não uma solução para deixar de errar, não uma solução para deixar de beber, de fumar, de se drogar, de se prostituir, de ser orgulhosa, arrogante, mentirosa ou algum outro pecado. Ela precisa de uma solução efetiva e que faça com que ela seja decretada perdoada, e Cristo oferece esse perdão. Nunca vamos deixar de ser pecadores, e Cristo sabe disso. Por isso ele veio ao mundo, para nos salvar, nos perdoar e nos santificar, ou seja, nos tornar santos, separados do pecado, mas pecadores santos! É por isso que a fé só pode ser real se estiver em Cristo, pois quando eu pecar, saberei que Jesus morreu justamente para perdoar meus pecados! Isso é descansar em Cristo! É ver que Deus mandou seu Filho pela minha alma, pela minha salvação, e não simplesmente pelos meus problemas diários, pois havia um problema ainda maior, e esse problema já foi resolvido por Deus ao mandar Cristo para morrer na cruz! Isso é maravilhoso!
c) na prática, a fé é simples: a fé é simples porque Cristo é simples. Veja: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo” (2 Coríntios 11.3). Paulo, nesse texto, faz uma incrível comparação entre a igreja e Eva. Eva estava em uma situação perfeita, no paraíso, em paz, tudo certo, harmonizado, tranquilo, com seu marido, tudo o que queria para comer e beber, flores, frutos, árvores, paisagens lindas, amizade direta com Deus, criada diretamente das mãos de Deus, não havia nada melhor! Mas Eva preferiu complicar, e se permitiu complicar ao dar ouvidos à serpente, e assim comprometeu todo o bem estar que ela e seu marido tinham… Da mesma maneira, Jesus providenciou o necessário para a igreja: já morreu pela igreja, já salvou a igreja, já está trabalhando pela santificação da igreja, já deixou Sua Palavra para a igreja, já fala com a igreja através da Sua Palavra, já mostrou Seu amor pela igreja ao morrer por ela, enfim, já fez tudo e está fazendo tudo o que é necessário para a manutenção da igreja no mundo… Mas a igreja quer complicar tudo, quer basear a salvação pelas obras, já não fala de Cristo como Salvador, mas como abençoador. Só quer saber de dons e dons, e não se alegra mais com a mensagem de salvação através de Cristo. Esquece de Cristo como Salvador, para pedir solução para os problemas da família, de casa, do trabalho… Acham que o problema maior é o vício, o roubo, a violência, quando na verdade o maior problema é estar distante de Deus.
Amigos, venho chamar vocês para uma fé simples, grata a Deus simplesmente por ter nos chamado das trevas e nos transportado para o Seu Reino! Isso não empolga vocês? Isso não os deixa eternamente gratos? Isso não os deixa felizes? Isso não renova a esperança de vocês? Então temo que vocês não saibam ainda o que é a verdadeira fé, a fé simples, mas poderosa, em Cristo Jesus. Que Ele possa firmar-nos em Sua presença, fortalecendo a nossa pequena fé Nele…
Concluindo essa série, venho pedir a vocês que preguem essa mensagem, mensagem que diz que o homem é pecador e que ele precisa de Deus. Mensagem que diz que Deus providenciou um caminho para a salvação do homem, e que se ele crer e viver de acordo com a vontade de Deus, ele é salvo por Cristo. Essa é a única mensagem a ser pregada. Por favor, por amor a Cristo, preguem essa mensagem, pois “como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10.14)
Lutando a cada dia para ter uma fé cada vez mais simples e eficaz,
Douglas.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Argumentos para a salvação (1): a situação do homem

Bem, conforme falei no último texto publicado, estarei escrevendo algumas postagens relativas a argumentos e proposições que devem, de acordo com a Bíblia, ser expostas aos não crentes no ato do evangelismo. Assim, o primeiro ponto que vamos tratar é sobre a situação do ser humano.
Paulo, escrevendo aos Efésios, diz: “Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira” (Efésios 2.1-3). Você entendeu este texto? Você conseguiu compreender o que Paulo vem tratar nesse texto? Ele fala que todos nós, cristãos, vivíamos de acordo com o curso, com o movimento, com a correnteza deste mundo em que vivemos, ou seja, vivíamos de acordo com nossa carne, nosso eu, nossos desejos e nossas vontades. Mas, se você observou bem, Paulo declara que vivíamos de acordo com o espírito, ou seja, as influências, que hoje atuam ou conduzem os filhos da desobediência, ou seja, os incrédulos. O que Paulo fez nessa passagem foi colocar os crentes de Éfeso e de todo o mundo no mesmo pé de igualdade, dizendo que tanto os crentes quanto os incrédulos foram conduzidos (os incrédulos ainda são) por essa influência, que os leva a fazer o que querem. Mas, que influência é essa que todos teriam em comum?
Para desenvolver a resposta dessa questão, farei uma ilustração que eu usei uma vez, de acordo com 1 João 1.8. Pensem em Deus como o nosso fabricante, o fabricante dos seres humanos. Ele fez Adão e Eva perfeitos, bem feitos. Mas, eles adquiriram um defeito, um defeito que se estende a todas as pessoas. Esse defeito é o pecado. Devido ao pecado de Adão (o pecado original, ou seja, o pecado de origem), todos nós temos esse defeito, ou seja, todos nós temos pecado, e portanto, somos pecadores. Esse pecado que temos não se resume às coisas erradas que fazemos, pois mesmo que nós não façamos nada de errado, continuamos pecadores; em outras palavras, somos pecadores em essência. Essa essência é o que todos temos em comum: a essência pecaminosa. E esse é o espírito, ou a influência, a que Paulo se refere no texto de Efésios.
A situação do mundo, e do ser humano em geral, é que ele anda segundo essa influência, ou seja, segundo a carne, ou se preferir, segundo o pecado. Essa é uma das verdades fundamentais que um não cristão deve saber antes da conversão, ou para se converter. Se uma pessoa não entender ou não souber o grande problema que tem, nunca desfrutará da grande solução traçada por Deus, e nunca terá paz, nunca sossegará, nunca descansará, nunca será aliviada. Fernanda Brum, em seu hino “Vaso de alabastro”, diz algo que cabe no que eu estou dizendo. Ela diz: “Só quem conhece a grandeza do perdão que recebeu, entrega em amor todo o tesouro seu para adorar a Deus”. Só é possível conhecer o perdão de Deus, e a grandeza dele, se percebermos o tamanho da dívida que temos a ser perdoada. Portanto, é altamente necessário, antes de qualquer coisa, falar do pecado do homem, humilhá-lo mostrando sua situação, e só assim ele poderá procurar efetivamente o remédio, que é Cristo.
Precisando do remédio para a minha alma,
Douglas.

Argumentos para a salvação (2): a providência de Deus

Entendendo que você leu o primeiro argumento, o que se refere à situação do homem, escrevo o segundo argumento, ou o segundo tema, que deve ser citado quando se está evangelizando, ou explicando a alguém o caminho pelo qual ela deve ser salva. Neste texto, mostrarei o outro extremo, que não tem relação direta com o homem, mas sim com Deus.
Deus providenciou algo, demonstrando o seu amor enviando Cristo para morrer. Aqui, cabe uma questão: por que Jesus veio? Ou para quê Jesus veio? A resposta é: para morrer por pecadores. Se a pessoa reconhece que é pecadora, ela está apta a receber Cristo, pois Cristo morreu por pecadores. O Evangelho é para pecadores, e é por isso que é necessário que uma pessoa saiba que é pecadora, para ser apta a receber a Cristo em seu coração.
É interessante também perceber que há uma relação estreita entre a situação do homem e a providência divina. Um leva ao outro, ou seja, a situação do homem em geral leva à providência de Deus. É uma relação inevitável, pois quando uma pessoa compreende que todo mundo, inclusive ela, está longe de Deus por causa do pecado que ela sabe que realmente existe dentro de si e de cada um, ela percebe que há uma necessidade dentro dela, e de cada pessoa, de ser curada desse mal maior, que está levando todos, ou que condena todos. Assim, é preciso falar da providência de Deus. Mas que providência?
Como falei, Cristo é a providência divina. Mas o que é que faz de Cristo a providência de Deus para os pecadores? A resposta é que a missão de Cristo foi nascer para morrer por pecadores. Cristo veio ao mundo, como o remédio para a cura do problema do pecado. Cristo veio para os doentes, e não para os sãos. Assim, se alguém é doente, precisa de remédio para ser curado. Se todos estão doentes, logo todos precisam do remédio, ou seja, todos precisam de Cristo. Mas nem todos observam que precisam Dele, e é aí que entra o papel de quem está pregando o Evangelho. Quem prega deve tirar a venda do mundo, mostrar para o ouvinte aquilo que ele realmente é, e a solução de Deus para o mundo enviando Cristo como Salvador do mundo, dos pecadores, dos maus, dos doentes. Cristo foi altamente movido pelo amor, ao morrer por pessoas que, por serem más, pecadoras e sujas, merecem o inferno! E graças a Deus por isso, pois é esse amor perfeito por pessoas imperfeitas que é a garantia de que Jesus veio nos salvar. Paulo diz: “Mas Deus prova seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8). Essa é a verdade, que a morte de Cristo é a prova mais do que suficiente de que Ele nos ama, e esse amor incondicional, que não pode ser medido, estende a salvação para os pecadores! Veja quão grande é a graça de Deus, manifestada em pecadores que não merecem de maneira alguma essa graça! É algo tão maravilhoso que é grandioso demais para ser compreendido, mas deve ser recebido! Obrigado, Jesus, por ser a ponte entre Deus e os homens, no que diz respeito à nossa salvação!
Precisando aplicar essa verdade em meu peito, mas feliz por essa verdade existir,
Douglas.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

“Jesus Te ama”?!

Há uns dias atrás, me veio uma ideia de escrever alguns argumentos com bases bíblicas para o evangelismo. Penso e observo que os métodos de evangelismo nos dias de hoje são, em sua maioria, fracos, vazios, sem mensagem consistente e, em certo ponto, até antibíblicos. Não vou debater, nas postagens que escreverei, sobre o que é certo e o que é errado, mas apenas mostrarei os temas que precisam estar incluídos na mensagem de salvação.
Mas, na postagem de hoje, quero mostrar porque o fato de dizer a um não cristão que Jesus o ama, não o levará, provavelmente, à salvação em Cristo. Sei que Deus pode se utilizar desse método e dessa simples frase para mudar a vida de alguém (lembre-se de que Deus já usou até uma jumenta…), mas não podemos fazer disso uma regra e achar que dizer “Jesus Te ama” é o modo correto de evangelizar.
1º) Dizer a um incrédulo que Jesus o ama pode ser perigoso – pois, seu eu digo a uma pessoa que é praticante de um ato maldoso que Jesus a ama, ela pode pensar que Ele a ama mesmo que ela cometa o crime ou os erros que ela vem cometendo. Não sei se ficou claro, mas se eu sou pecador, e nunca ouvi o Evangelho, e na primeira vez que ouço, simplesmente “descubro” que Jesus me ama, é certo que me orgulharei de tudo o que eu fiz, mesmo com meus erros, pois “descubro” que ele me ama porque, no meu ponto de vista, tem algo bom em mim que faz com que ele me ame. Ou seja, é uma camuflagem da crença na salvação pelas obras. No fundo, as pessoas vivem como se suas obras fossem levá-las a algum lugar melhor. É comum ouvir pessoas dizerem que são boas, que não são como as outras que matam, roubam, mentem, traem, se prostituem, se drogam, bebem, fumam, etc.… Assim, se eu digo que Jesus as ama, eu posso estar levando elas a acreditar que apesar de seus erros, elas tem qualidades que fazem com que Jesus as ame. Esse é o perigo.
2º) Dizer que Jesus ama alguém não revela a ninguém a mensagem do Evangelho – porque a mensagem do Evangelho não começa dizendo ao pecador que Jesus o ama. O Evangelho humilha o homem para poder salvá-lo. O Evangelho diz ao homem o que ele é, para poder apresentar Cristo como Ele é. O Evangelho revela aquele que pode salvar o homem da condição em que ele está, e se ele não descobrir a situação em que está, nunca poderá correr para Cristo, recebê-lo em seu coração, arrepender-se amargamente de seus pecados e lutar contra eles, e viver em paz com Deus. Segundo J. I. Packer, em seu livro ‘A Evangelização e a soberania de Deus’, “há somente um meio de evangelização: que é o evangelho de Cristo, explicado e aplicado. A fé e o arrependimento, os dois elementos complementares de que consiste a conversão, acontecem em resposta ao evangelho”. Ou seja, um pecador não pode ser salvo com essa simples frase, visto que o que salva o homem da condenação é Cristo sendo revelado nas Escrituras a partir do Evangelho pregado por nós, cristãos.
3º) Dizer que Jesus ama alguém incrédulo não é verdade – essa parte é delicada, por isso vou tratá-la com toda a clareza possível. Responda: Deus ama seus inimigos? Ele salvará seus inimigos do inferno? Ele dá aos Seus inimigos os privilégios espirituais que Ele dá a Seus filhos? A resposta para essas perguntas é uma só: NÃO. A frase “Deus ama o pecador, mas odeia o pecado” é, em certo sentido, errada, pois aqueles que se converteram a Cristo são pecadores, e a esses é estendido o amor de Deus. Porém o que move o coração de Deus quanto aos incrédulos é a Sua graça e misericórdia, que é a “causa de não sermos consumidos” (Lamentações 3.22). Há um sermão, chamado “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, de Jonathan Edwards, que nos revela a situação do homem sem Cristo. É uma pregação muito forte, que desmascara o homem e o motiva a correr sem pensar para Cristo. Saiba que, se você crê em Cristo, você é amado. Mas aquele que não crê, não pode ser amado, a não ser que se arrependa dos seus pecados, deixando a condição de criatura para se tornar filho de Deus.
Enfim, para efeito de conclusão, quero deixar claro que o amor, a graça e a misericórdia de Deus estão estendidos a qualquer um, mas a qualquer um que, em seu coração, sinta o desejo de seguir a Cristo, o busque em arrependimento, e viva uma vida de serviço e devoção a Cristo, que veio ao mundo para salvar pecadores, dos quais eu, Douglas Carias dos Santos Silva, sou o principal. (ver I Timóteo 1.15).
Pela graça de Deus, que ama os Seus incondicionalmente,
Douglas.