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quinta-feira, 31 de março de 2011

Sacrifícios a Deus se resumem a cantar e louvar?

Estudando o livro ou a carta anônima aos Hebreus, pude perceber com mais clareza a razão e algumas particularidades da obra terrena de Cristo. Tudo o que Jesus fez e que é revelado nas Escrituras tem um significado especial para nós. Sempre tive um certo receio de ler e estudar Hebreus devido à linguagem um pouco complicada e algumas simbologias que remetem ao Antigo Testamento, mas a leitura desse livro é bastante proveitosa. Preciso ler e reler essa carta várias vezes.

A primeira vez que li Hebreus (todo) foi no ano passado, quando fiz um breve resumo de cada capítulo. Mas deixei a desejar no estudo dos dois últimos capítulos, que aliás são muito profundos e práticos para os cristãos. Por isso, alguns textos me chamaram a atenção nos capítulos 12 e 13, mas um em especial me levou a meditar e pregar na igreja, que está no capítulo 13, versículos 15 e 16. Vamos meditar juntos neste trecho:
"Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada."
 1º) "Portanto...": A palavra "portanto" significa por isso, por consequência. Isso nos leva a entender que "portanto" refere-se a algo que foi falado, citado antes. No caso, se refere ao trecho anterior, versículos 12 ao 14:
"Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura."

Vendo o contexto desse trecho, aprendemos que:
a) Jesus se entregou para morrer "fora da porta", ou seja, fora de Jerusalém, derramando Seu sangue para nos santificar;
b) por Ele ter derramado Seu precioso sangue para nos santificar, devemos "sair" também, ou seja, irmos até acruz e suportarmos a carreira ou a cruz que nos foi proposta, e;
c) temos que perder a visão deste mundo, e observar nossa vida na perspectiva da eternidade.

2º) "...ofereçamos sempre por Ele a Deus...": Cristo, ao passar pela cruz e suportar a ira de Deus destinada a nós, ao Seu povo, tornou possível que pudéssemos oferecer algo a Deus, visto que não tínhamos nada a oferecer a Ele, e o fato de Deus nos salvar através de Cristo nos leva a uma condição de ofertarmos algo a Ele. Cristo é o mediador da nossa adoração. "Jesus Cristo homem", ou seja, Aquele que se fez  carne e habitou entre nós com o firme propósito de salvar e santificar Seu povo é o mediador entre Deus e os homens (ver I Timóteo 2.5). Graças a Cristo, temos um privilégio: ofertar ou adorar a Deus!

3º) "...sacrifícios de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o Teu nome...": o louvor é algo natural do cristão, pois ele é fruto de lábios convertidos. É por isso que devemos "oferecer sempre", porque se por um lado somos filhos de Deus para sempre, selados, regenerados, transformados, garantidos e guiados pelo próprio Deus, por outro o sacrifício de Cristo vale para sempre para aqueles que crêem Nele. Por meio de Cristo, temos a vida eterna, e sinceramente, esse é o motivo maior, único e totalmente suficiente de oferecermos louvores a Deus e sermos gratos a Ele.

4º) "...e não vos esqueçais...": Quando falamos em louvor, a primeira forma de expressão que vem a nossa mente é a música. E música é o negócio das igrejas. Negócio em todos os aspectos... Isso porque tudo hoje gira em torno da música. As frases que se ouvem, os cultos semanais e de domingo, o dia-a-dia, até o "conhecimento" de Deus vem das músicas que se cantam e se ouvem. Infelizmente, a pregação da Palavra e até a leitura bíblica perderam o posto de mais importantes para maioria dos cristãos atuais. Inclusive historicamente, a igreja nunca esteve em um período tão frio e seco do que nos dias de hoje, onde as pessoas aprendem com as letras das músicas, a "verdade" se encontra no refrão das canções do momento, as heresias estão alojadas nas "melhores" músicas, e assim a igreja atual vai caindo, caindo, até que chegará um momento onde não suportarão as aflições, as turbulências da alma, as dúvidas e temores lá do fundo do coração, tudo porque construíram suas casas na areia, e não na Rocha (ver Mateus 7.24-27). É comum dar-se demasiada ênfase ao louvor, ou à música, e isso leva a um esquecimento dos deveres para com Deus e para com o próximo. Assim, o autor de Hebreus se mostra muito sábio ao dizer para não nos esquecermos de outros deveres. Mas, quais são esses deveres que não devemos esquecer?
  1. "...da beneficência...": essa palavra nos remete a fazer, praticar o bem, e o autor de Hebreus coloca a beneficência como um sacrifício, e é mesmo um sacrifício fazer o bem porque: a) vivemos num mundo de trevas, e temos que ser luz (Mateus 5.16); b) muitos fazem o bem por motivações erradas, geralmente motivações egoístas, por interesses próprios. Os cristãos devem fazer o bem para a glória de Deus (Mateus 25.34-40).
  2. "...e da comunicação...": a palavra que mais pode definir ese ponto é unidade. Também significa mútua cooperação (em outras versões da Bíblia), e significa trabalhar em comum, colaborar, ajudar, auxiliar, reforçando o ponto da unidade. A igreja que é unida, que trabalha junto, que coopera uns com os outros, é uma igreja que oferta esse sacrifício. É um sacrifício mais comunitário, mas que começa individualizado. É por isso que ser unido é um sacrifício, pois por ser uma qualidade individual que reflete coletivamente, o que impede a unidade é o eu, o ego, e essa enfermidade da igreja só pode ser curada com o amor - amor imperfeito, mas semelhante ao de Cristo (I Coríntios 13.4-8), que nos leva a buscar uma vida de paz com todos (Romanos 12.14). Devemos seguir o exemplo de Paulo, que visitava as igrejas para compartilhar, cooperar, crescer juntamente com os membros (Romanos 1.11-12).
5º) "...pois de tais sacrifícios Deus se agrada.": os sacrifícios ofertados a Deus são aqueles que estão em harmonia com os dois principais mandamentos, segundo Cristo:  
"Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." (Marcos 12.30-31)

Com certeza, renderemos verdadeiro louvor e tributo a Deus, quando fizermos tudo para a glória de Deus (I Coríntios 10.31) pensando no que Ele fez por nós (Romanos 5.20). Que Deus possa ser glorificado em nossas vidas e através das nossas vidas!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Jesus: meu perfeito, presente e "doce amigo"!

"Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor", já disse o Espírito Santo através de Paulo em Romanos 7.25. 

Estive pensando há alguns dias sobre as amizades. Posso afirmar com certeza que, de um modo geral, o ser humano tem menos amigos do que ele acha que tem. E uma grande ferramenta atual e contemporãnea contribui para que isso aconteça: as redes sociais.

Orkut, Msn Messenger, Twitter, Facebook, essas são as redes mais conhecidas. Se você, por exemplo, assistiu ao filme "A Rede Social", que trata da história do jovem mais rico do mundo, Mark Zuckerberg*, que inventou o Facebook (eu não tenho nenhuma conta lá, mas é um ótimo filme), você deve ter percebido que a função maior da sua criação é de compartilhar a vida de alguém para outras pessoas, mostrando seu perfil e sua situação presente para todos aqueles que alguém queira mostrar. Em outras palavras, as redes sociais servem para acelerar a circulação de informações sobre alguém para os seus "amigos".

Com o desenvolvimento da internet, hoje todos somos fornecedores de informação. Ao observarmos a origem da internet, vemos que do fim da década de 80 até a década de 90 a internet era usada para fins basicamente comerciais, onde as grandes empresas iniciavam métodos de compra pela net, os jornais e revistas publicavam notícias, e assim só as grandes organizações usavam efetivamente a internet na época (conhecida como época da Web 1.0). Mas, ao entrar nos anos 2000, no século 21, o conceito muda. Ao invés de haver uma pessoa ou um grupo que divulga informações para a grande maioria, todos tem poder de informar pela internet, trazendo o conceito de troca de informações (conhecida como época da web 2.0). Assim, o ambiente virtual se tornou mais dinâmico, muito mais do que os primórdios da web.

Mas isso me preocupa grandemente. Não sou nenhum tolo para dizer que a evolução da internet contribui positivamente para as nossas vidas. Eu, por exemplo, uso muito para minhas pesquisas e leituras. Meus professores da faculdade mandam diversos materiais e avisos através de e-mails. A internet facilita nossa vida, quando a usamos moderadamente e corretamente. Mas pra falar a verdade, acho que muitas pessoas da geração atual não conseguiriam viver da mesma maneira se a internet deixasse de existir, e sabe por quê? Porque, ao meu ver, nossa geração está "saindo" do ambiente físico para se dedicar ao ambiente virtual. Qual a primeira coisa que você pensa ao chegar em casa, depois da escola, do almoço, do jantar, de acordar, antes de dormir, à noite ou até de madrugada? Acho que a resposta dessa pergunta, para muitos, deve ser: "olhar meu Orkut", "ver quem está online no Msn", "'twittar'", "ver minha caixa de entrada, meu e-mail", e por aí vai. 

Quero ser ainda mais específico: o que mais me preocupa em relação á internet, e principalmente nas redes sociais, é que muitos tem se iludido ao achar que tem muitos amigos só porque a pessoa tem mais de 100 contatos adicionados. Pergunta: quantos amigos que você tem adicionados ao seu orkut, Msn, Facebook ou Twitter (que moram na cidade e/ou bairro que você mora) você vê e/ou conversa - como amigo - durante a semana? Possível resposta: se você tem 200 amigos adicionados ao Orkut, por exemplo, acho que chega a uns 30 ou 40. Será que seus reais amigos estão adicionados na sua conta? Ou será que as pessoas que você tem adicionadas, na verdade, incomodam mais do que são amigas? "Fulano está online. Vou sair...". "Vou ficar invísivel, pra ninguém falar comigo...". Eu já tive problemas por causa de redes sociais, e hoje, eu só tenho e-mails e blogs. Por necessidade, talvez futuramente eu possa ter alguma dessas contas, mas por enquanto, prefiro ter o que julgo necessário.

Não sei se vocês estão pensando o que eu estou pensando, mas estamos perdendo um pouco - ou muito, dependendo do caso - do valor e da importância da amizade. Veja o que diz a Bíblia, em Provérbios 17.17:  
 "Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão." 
Quem é o amigo?

1) é aquele que amo em todo o tempo = veja aqui: "em todo o tempo ama o amigo". É uma ordem, um conselho do sábio rei. O rei sabe que temos diferenças que muitas vezes nos impedem de viver em comunhão. O rei sabe que não costumamos amar as pessoas em todo o tempo. Mas o rei também sabe que precisamos uns dos outros, e por isso, ele aconselha: "em todo o tempo ama o amigo". É mais fácil amar o amigo do que o inimigo. Como disse o Senhor Jesus,  
"e se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam" (Lucas 6.32). 
Os pecadores, os ímpios, os cristãos, todos esses são amados daqueles que amam, ou seja são amigos dos seus amigos. Há um propósito em amar nossos amigos "em todo tempo".

2) é aquele que é como um irmão para mim = Olhe o texto: "nasce o irmão". Um amigo que me ama porque eu o amo, é uma bênção para mim, pois ele agirá comigo como um irmão. Os cristãos devem ser irmãos dos outros. Como diz a canção,  
"a mesma casa tem portas abertas, pessoas certas, amigos e irmãos...". (Grupo Logos - Portas Abertas)
Aqui, há uma certa redundância, pois todo irmão deve ser um amigo, e todo amigo deve agir como irmão. Mas a ideia é de que um amigo servirá como um irmão, e vice-versa. mas ainda há um ponto a perceber sobre quem é o nosso amigo.

3) é aquele que está presente na hora da angústia = mais uma vez, observe: "e para a hora da angústia nasce o irmão". Quantas pessoas dentro das nossas igrejas - e fora também - estão abandonadas, solitárias, passando por angústias terríveis e precisando de amigos-irmãos... Temos sido amigos das pessoas, ou estamos querendo amigos para nós mesmos, para satisfazer nosso ego? A ordem do texto é clara: em primeiro lugar, você deve amar seu amigo, para que quando você precise ele esteja à disposição para ajudar. "Para a hora da angústia" quer dizer "quando você precisar". Ele não estará com você apenas quando estiver tudo bem. A maioria das pessoas que você tem no seu orkut, Msn ou qualquer outra coisa só estão com você quando está tudo bem, quando você está online. Mas, e quando você está offline? Ou melhor, e quando sua vida está offline? Quem tem ido socorrer vocês? Quem tem ajudado vocês? Quem tem aconselhado vocês? Lembrem-se: "Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão."
Assim, para não ser injusto com ninguém, quero citar o nome de um amigo que eu tenho. Sei que ele é meu amigo, pois ele me chama de amigo. Sei que ele me ama, pois ele diz que me ama. Sei que é verdade, pois ele nunca mentiu. Sei que ele está comigo, pois na hora da angústia, ele me socorre. Quando eu "não tenho um tom, não tenho palavras, não tenho um acorde que me socorra", eu o chamo, e ele de alguma forma ele vem. Esse amigo é Jesus Cristo! Termino o texto como comecei: "Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor".

Doce amigo - João Alexandre

Como posso esquecer esse amor
Ninguem mais poderia me amar assim
Como posso negar esse alguem
Que a si mesmo negou e se deu por mim

Jesus Cristo meu amigo
Quero seguir ao teu lado e dizer
Vou contigo doce amigo
Nada é melhor nem maior que viver nesse amor

Se mundo sem rumo eu andar
Procurando os caminhos do coração
A teus pés vou achar meu lugar
Tua luz há de ser minha direção

* Em vários sites que listam ateus influentes, o nome de Mark Zuckerberg é citado. No perfil dele no Facebook, ele colocou como perfil religioso a opção "ateu". Daí, ele é considerado um dos ateus mais influentes do mundo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Senhor, para onde vou?

Não sou muito de chorar; são poucos os momentos que me arrancam lágrimas, ainda que elas sejam poucas… Mas preciso dizer que chorei ao ouvir com atenção a canção que compõe o vídeo abaixo. O nome da música é “Senhor, para onde vou?”, do grupo Logos (pra me fazer chorar, só podia ser do Logos!!!), e é uma oração profunda, baseada na declaração de Pedro, em João 6.68. Veja o vídeo: 


Eu imagino o momento, o contexto de João 6: aquela multidão, interessada apenas em ser alimentada fisicamente por Jesus, querendo apenas o básico para satisfazer o seu ego e as suas necessidades, buscando a Cristo não como Salvador e Senhor, mas apenas como um suporte para sobreviver às adversidades da vida. Vejo uma multidão privilegiada em ter o Pão da Vida bem perto, mas que não deseja ter a vida saciada, apenas quer que a fome passe. Vejo essa realidade muito próxima de nós, ao imaginar que existem pessoas dentro da igreja que buscam em Deus a solução para os problemas terrenos. Não se preocupam com o seu problema com Deus, o pecado, a distãncia qie não levará a outro lugar, senão ao inferno. Eu vejo nessa cena pessoas enganadas por outras, que, ao falar de Cristo, diziam: “Lá vai ali o homem que resolve qualquer problema. Vão até Ele, e Ele resolverá! Se você tem fome, Ele dá comida; se você tem sede, Ele arranja água; se você está doente, Ele cura você…”. e assim iam atrás de Cristo, seguindo em direção daquele que parecia ser o Papai Noel da época – e que ainda é tratado assim por muitos de nossa geração…

Aquele povo não queria nenhum compromisso com Deus, mas queria que Deus se comprometesse com eles a ponto de fazer o que eles queriam. Até que Cristo começa a pregar. Fala exatamente isto, que o que aqueles homens estavam procurando não era tão importante quanto eles terem Cristo como alimento para suas almas. Que eles deveriam crer e viver em busca do alimento espiritual, que seria suficiente para as almas aflitas e sem Deus. E acham duro aquele discurso. O texto diz que “muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele” (João 6.66). E Jesus olha para os discípulos, os mais próximos, os doze, e pergunta: “Quereis vós também retirar-vos?” (João 6.67). Os doze hesitam, pensam, calados, sem ter o que dizer, talvez até querendo ir embora, vendo que era difícil continuar… Pensam talvez em desistir, mas não tem coragem de sequer abrir a boca. Vejo discípulos pensantes, duvidosos, temerosos, lembrando da grandeza de Deus, e da incapacidade deles mesmos. Até que Pedro, o que sempre fala antes dos outros, até de modo proativo, fala.

Pedro, aquele que, logo no começo do ministério, pediu para que Jesus se afastasse Dele: “Senhor, ausenta-te de mim, que sou um homem pecador” (Lucas 5.8). Quantas vezes EU já pedi a Deus para que Ele se afastasse de MIM! Quantas vezes eu falei:
“Não consigo entender o que Tu vês em mim
Oh Senhor eu não sou o que devia ser…”
(Um Milagre, Senhor – Prisma Brasil)
Quantas vezes eu já quis desistir, devido aos meus muitos pecados?! Pedro tomou a liberdade de responder, não só pelos doze, mas por mim e por todos os cristãos desamparados, tristes, cansados e desiludidos pela falta de alegria e certeza de salvação: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” (João 6.68).

Senhor, não importa o quão baixo eu fui: eu me arrependo. Vou a Ti, porque só Tu tens a solução dos meus problemas da alma. Tu és a fonte da salvação! Tu és o motivo da verdadeira alegria! Tu és aquele a quem devo buscar mais, clamar mais, confiar mais, crer mais, amar mais, conhecer mais…

Senhor, para onde vou? Só Tu tens as palavras da vida… Os dias são maus, as provas, duras demais; quase não posso resistir... O inimigo é forte, pode muito, mas eu quero saber pra onde vou se tu tens as palavras da vida? Um mundo que nada pode oferecer, que nada pode dar, mas pode crer, e eu estou aqui, Senhor, em hino chego a suplicar: usa-me, pois também quero ajudar... Quero amigos, a ti, trazer, se posso útil ser… Guarda-me contigo, não me deixes tropeçar, e manda-me pra onde quiseres… E manda-me pra onde quiseres…
Onde quer que for irei… Irei...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Por que as músicas de qualidade, em sua maioria, são as mais antigas?

Essa dúvida que nos assalta parece ter várias respostas, mas vou tentar ser o mais genérico e objetivo possíveis. Por que será que, se quisermos encontrar músicas com letras verdadeiramente bíblicas e que contém mensagens que realmente falem aos nossos corações, "como se Deus [por elas] rogasse" (2 Coríntios 5.20), temos que apelar para as músicas antigas? Por que as canções não são mais como antigamente?
1º) Por causa da liberalidade dada a todo mundo, de escrever alguma coisa que será aceita ou suportada por todos: se as pessoas escrevem e cantam o que querem, e todos aceitam (ou a grande maioria) de bom grado, a tendência é que isso se prolifere. Já vi casos de pessoas cantando verdadeiras heresias, e as pessoas darem "aleluias" e "glórias", alimentando assim o ego e a certeza de que esses cantores estão cantando as "verdades" bíblicas.
2º) Porque estão cantando para os homens, e não para Deus:  no momento que eu deixo de glorificar a Deus com a letra da minha música, o meu louvor não subirá, e portanto, será para os homens, quem estiver escutando. Além disso, a grande parte das músicas atuais tem como centro o homem: "EU posso", "EU te amo", "EU te quero", "EU declaro", "EU possuo", "quero o que é MEU", ".ME abençoe", "ME dê vitória", "VOCÊ não pode desistir", entre muitas outras manifestações do egocentrismo (o ego como centro) e do antropocentrismo (o homem como centro). Será que Deus não deve ser o centro de nossas vidas, de nossas almas, de nossas igrejas e de nossas canções? E Ele tem sido?
3°) Porque as músicas de antigamente falavam das coisas mais importantes: o que tem sido mais importante para você? Ser abençoado por Deus, ou servir ao Deus das bênçãos? Amar a Deus sobre todas as coisas ou amar algumas coisas de Deus? As músicas de hoje retratam a perda da prioridade das coisas de Deus. Doutrinas e ensinamentos como salvação, o evangelismo, o amor de Deus, não são mais cantados ou produzidos em nossos dias. Ou melhor, a Bíblia não está sendo mais a fonte dos compositores. É mais algo a ver com o sentimento, com as emoções. Isso é uma vergonha para a nossa geração! Nossos compositores estão distanciando seus talentos da Palavra de Deus! Não estão tendo prazer na Palavra! O salmista diz: "Os teus decretos são o tema da minha canção em minha peregrinação" (Salmo 119.54). Não seria a Bíblia aquilo que deveria nos dar maior prazer? O puritano Thomas Watson disse, sobre a Bíblia: 
“Que grande misericórdia de Deus, pois não somente nos dá a conhecer sua vontade, mas a deu por escrito”.
Eu poderia citar muitos outros motivos e causas aparentes desse nosso problema, mas prefiro ficar por aqui. Espero que nos envergonhemos de cantar músicas egoístas. Espero que abandonemos a prática de dar crédito a músicas que nada tem de bíblicas, mas são apenas poesias cantadas que alimentam o nosso ego, e nos levam a um comodismo tal que faz com que vivamos a vida cristã baseada em músicas. Espero que o meu leitor não esteja chegando a tal ponto...
Para a glória de Deus,
Douglas.

Recomendado: Palavrantiga

Bem, pessoal, quero apresentar aos que não conhecem, a banda Palavrantiga, que já possui dois CD’s e inúmeros vídeos no Youtube. Aqui, postarei um vídeo onde o vocalista do grupo, Marcos Almeida, canta a música “Vem me socorrer”, que para mim é a mais bonita de todas as músicas da banda, e uma das minhas preferidas dentre as músicas atuais cristãs. Bom, curtam o som! Abaixo do vídeo, segue a letra… Não deixem de procurar outras canções desse grupo!
Não tenho um tom.
Não tenho palavras.
Não tenho um acorde que me socorra agora.
Tudo foi embora.
Só tenho você.

Havia o silêncio que mostrou os meus vícios.
Me agarro contigo. Vem, me socorra agora.
Tudo foi embora.
Só tenho você, Amor.Agora.

Essa não é mais uma canção de amor.
Não, não, não.

Eu canto pra Ti.
Já sei onde estou.
Olhando pra mim posso saber que nada sou.
Eu grito pra Ti. Oh Deus, vem me socorrer.
Olhando pra mim posso saber que nada posso fazer.

Extraído de: http://www.vagalume.com.br/palavrantiga/vem-me-socorrer.html#ixzz1BSN7Q5h8

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal para todos!!!!

Desejo a todos um ótimo Natal, e que todos nós estejamos em plena comunhão com nossos familiares e irmãos em Cristo, felizes e alegres não com o que comemos ou bebemos, mas simplesmente de estarmos com aqueles que amamos. Lembro também daqueles que estão longe de suas famílias, dos presos, dos moradores de rua, dos ladrões, traficantes, e pessoas à margem da sociedade, que estão fazendo lá se sabe o quê… Que Deus as abençoe e que possamos ser canais de bênçãos para essas pessoas. Mas, para nossa meditação, assistam ao vídeo abaixo. O nome da música é “Nas estrelas”, e quem canta é o saudoso João Alexandre. FELIZ NATAL!!!!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Jesus, O Senhor do tempo

Há uns dias eu conheci a música "O Senhor do tempo", de Stênio Marcius e com participação de João Alexandre e de Silvestre Kullmahn. Eis a letra abaixo:
Mestre..., me veja menino, deixa-me correr com Teus pequeninos… Mestre, de rosto amigável, de sorrriso largo, de sereno olhar, eu... fui a Ti criança e me recebeste de braços abertos… Que estranha distância, agora... Senhor, lembra do menino que eu fui outrora...
Mestre, lembro que eu buscava e me derramava... Choro adolescente… Lembro daquele caderno onde eu anotava minhas orações... Jovem, busquei a Ti por refúgio certo para um moço aflito… Que estranha distância, agora... Senhor lembra do rapaz que eu fui outrora…
Mestre, estou bem mais velho e o amor que eu tinha, onde foi parar? Mestre, fala a esse homem, que se emocione, vá recomeçar... Faz-me correr e assim, retornar ligeiro ao primeiro amor… Deixa-me ver novamente o meu nome, escrito nas santas mãos do Senhor do tempo...

Eu preciso voltar ao primeiro amor. João é ordenado a escrever à igreja de Éfeso: “Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos; e sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras…” (Apocalipse 2.2-5). Eu tenho passado por enormes dificuldades na minha vida com Deus, principalmente em relação à minha salvação, e isso me leva a estar um pouco negligente, pois estou cansado e sobrecarregado. Preciso crer que se eu atender ao seu chamado, “Vinde a mim…” (Mateus 11.28), Ele aliviará o meu fardo, mas na prática não tenho crido e por isso, não tenho tido paz. Não é fácil ser firme no primeiro amor quando o monstro da incredulidade passa a fazer parte da nossa jornada. Nunca foi tão difícil lutar contra esse monstro, mas Deus sabe que eu quero e preciso vencê-lo para que eu possa ser um verdadeiro cristão frutífero. O bom da incredulidade é que ela nos leva às certezas, e a promessa de Cristo é de que Ele estará conosco, mesmo quando nossas batalhas interiores e crises existenciais venham nos levar a uma certa negligência com Ele. Não adianta fazermos tudo, quando não estamos mantidos no amor de Deus, quando não temos certeza da fé salvadora, quando não estamos alicerçados na rocha, quando não estamos seguros em Cristo, quando não cremos na salvação em Cristo devido a uma convicção de pecado tal que não nos deixa receber o amor Dele, quando estamos abalados por querer sermos melhores e acabarmos vivendo uma tentativa de salvação pelas nossa obras, quando nos frustramos no momento em que nossas certezas se tornam dúvidas ou até negações, quando as neblinas da nossa alma nos tiram a visão de nós mesmos, quando o pecado parece nos dominar, ou quando queremos nos tornar adultos, esquecendo que se não formos como crianças, não veremos o reino de Deus (ver Mateus 18.2-4)… Enfim, estamos perdendo tempo quando colocamos as obras em primeiro lugar, e esquecemos de cultivar em nossa mente, nossa alma e nosso coração, a simplicidade da fé em Cristo, o amor Dele por nós e nosso para com Ele e para com nossos irmãos, e a transformação através da graça redentora que nos atrai tão gentilmente e que, mesmo sem merecê-la, é dada a nós por meio de Cristo…
Para concluir, divulgo este vídeo que fiz, para que eu mesmo possa fazer da letra desta canção uma oração, para que não apenas eu conheça a Deus, mas seja por Ele conhecido…
Buscando encontrar a simplicidade de crer em Cristo e viver Nele, com Ele, por Ele e para Ele,
Douglas.